Música, música, música!

Finalmente, alguns meses após mudar da zona pré-guerra para a zona rural, encontrei as caixinhas de som do meu PC. Agora, durante as madrugadas insones, posso ouvir uma musiquinha pra relaxar. Eu já transformei uma boa parte dos CDs aqui de casa em MP3. Não tive paciência de transformar todos, mas já tem uma discoteca aqui bem legal. Andei pegando algumas coisas na rede também, como a discografia do Mano Negra. Sempre quis conhecer melhor esse grupo e realmente é muito bom. Gravei um disco de MP3 com ele e agora no carro é uma overdose de mano negra.

Estou trabalhando em um projeto pessoal interessante. Não sei ainda se vai realmente dar certo, vontade não está faltando. Se os prognósticos se concretizarem, acho quem em um ou dois meses ele estará na web. Vamos aguardar. Hoje está um dia meio xoxo. A praia está enchendo, mas o sol não saiu com aquela força boa. Estou esperando a visita da sogra e do cunhado. Vamos botar os Titãs pra tocar Família e seja o que Deus quiser! 🙂

De volta pro meu aconchego

Hoje cheguei em casa mais cedo, e amanhã não vou trabalhar. Espero que um dia lindo de sol me permita dar uma escapadinha até a praia. Nem que seja pra tomar uma água de coco. Ultimamente tenho precisado muito da paz e da quietude do mar para me manter sereno.

Parafernália Técnica

Qualquer um fica louco com a tecnologia de hoje em dia. É controle remoto para tudo quanto é tranqueira. Cada dia fica pior! Algum dia alguém ainda vai inventar um porta controle remoto de parede, discreto e eficiente, relíquia futura de uma época, assim como as escarradeiras chinesas e os tubinhos de deixar guarda-chuva londrinos! E não adianta murmurar por aí que os camelôs da Rio Branco e redondezas vendem controle remoto multi tudo! Compre um e descubra: você vai ter um controle que controla o básico de tudo, mas na hora de usar a tecla SAP ou mudar a legenda no DVD voĉê vai procurar o controle original do aparelho. Debaixo da almofada ou dentro de uma gaveta perdida, ou quem sabe lá na cozinha, ele estará perdido e você se xingando pelo dinheiro deixado no bolso do camelô! E o pior de tudo é constatar: não dá mais para viver sem controle remoto!

Para os amigos que ainda não sabem, estou trabalhando com informática agora. Fico rodando de lá pra cá, pela América latina, com um Laptop na mochila, fundamental para o trabalho que faço. Só que não pára por aí. Os números de telefone do celular da empresa tem que se os mesmos números de telefone do caderno de endereços do PC. Tem que sincronizar os dois. Compra-se o cabo para ligar os dois! Teclar no Laptop é fácil. Usar aquele pseudo mouse chamado touchpad é um inferno. Compra-se um mouse! Trocar arquivos com os colegas de trabalho é preciso! E comos todos tem Laptop, a melhor maneira é via infra vermelho! Compra-se o adaptador infra vermelho! Voĉê sabe o tipo de tomada que tem na Argentina? Pra mim era igual a nossa! Qual minha surpresa em Buenos Aires ao me deparar com uma aberrante pinagem de tomada! E compra-se um catatéu de adaptadores de tomada! Kit com 6 diferentes! Sabe-se lá o que vou encontrar no Paraguay! Fora isso ainda tem microfone e headphone para falar no Skype, Hub USB, Conversor USB-Serial, cabo cross e streight, extensor de CAT, extensor USB, fio pra fone no celular, FlashKey, máquina digital, Memory Stick, CDs Virgens… Ou seja a mochila é um ninho de fios e cabos e porcarias! E olha que tudo só pra poder trabalhar direito! É muita tranqueira!

Eu até que gostava destas coisas… Mas hoje em dia… tá me dando alergia!!!!!!!

Novo emprego

Ok. Consegui um novo emprego. Não é o que eu queria para mim, mas é o fim do desemprego. Será que isso é bom? Com toda a certeza é bom para o meu bolso, para poder pagar minhas dívidas, para poder ir para frente. Mas não posso parar de procurar emprego. As razões são muitas, mas principalmente as duas seguintes: O trabalho é temporário, não dura mais de seis meses. E eu odeio o ambiente de trabalho. Na minha sala há outras pessoas comigo, que parecem pouquíssimo dispostas a dar uma ajuda a quem está começando e menos dispostas ainda a trabalhar direito.

Eu não sou a pessoa mais indicada para falar de organização, mas posso garantir para quem quiser que os custos aqui poderiam ser reduzidos em pelo menos 30% com mais organização. A quantidade de papel inútil, compras repetidas, telefonemas desperdiçados é incrível. A má vontade no meu setor impera. Ninguém fala mais do que o estritamente necessário. E muitas vezes nem mesmo o necessário é dito.

Não acuso os meus colegas de não trabalhar, acho até que trabalham muito. Mas a impressão que tenho depois de uma semana de trabalho é de que o trabalho é pouco produtivo e eficiente. Os setores que deveriam trabalhar juntos tem pouco entrosamento, a informatização é precária, não por falta de equipamentos, mas por falta de sistemas integrados. Ou melhor, os sistemas integrados são muito mal utilizados, quando o são.

Mas o pior de tudo é o sentimento de frustração. Sinto-me frustrado por não poder pensar. Fui treinado a pensar a vida inteira, treinado a achar soluções criativas ou metodológicas para problemas complexos. Hoje me encontro de frente de um sistema de engrenagens enferrujadas, sobre o qual não tenho nenhuma ingerência, emperrado por uma burocracia estúpida, mal calibrado, muito aquém da sua capacidade produtiva. É a visão do inferno para qualquer administrador. E olha que eu sou economista.

Cebiquim

Um usuário de um sistema de computação de Salvador reclama que seu
sistema não funciona.
- “Vamos lá, meu companheiro, me diga qual é o problema.”
- “Oxente, já expliquei uma montanha de vezes. eu ligo o diacho do
computador e só vem cebiquim…”
- “Vem o quê ?”
- “Cebiquim! Vocês não entendem é nada de computador, oxente”
Desconcertado, o analista vai para casa e, depois de consultar diversos
manuais técnicos, verifica que a mensagem reportada simplesmente não
existe…
Muito desanimado, comenta o problema com a esposa, também baiana, sobre
o usuário do “cebiquim”.
- “Peraí… qual é a mensagem?”
- “Cebiquim”
- “Ah! Já ví que você não fez o cara soletrar, né?”
A esposa leva o marido até o micro da casa, da um “boot” e logo surge o
prompt do DOS.
- “Taí o cebiquim” ela aponta. Era o “C: >”


Filhos de uma égua

Esses filhos de uma égua parideira sem pai nem mãe, gringos empertigados e aculturados, não entendem nada de carnaval, finanças e Brasil. No e-mail que recebi da empresa, nos disem que segunda e quarta-feira de carnaval o expediente seria normal, de nove horas diárias de trabalho. Como a empresa sabe que não conseguiria obrigar os funcionários a vir no carnaval, resolveu abrir mão dos dois dias. O galho é que será preciso compensar as 18 horas não trabalhadas, e a compensação começa a partir de amanhã. Agora, diariamente, sairemos 1:30 depois do horário normal. E neste sábado trabalharemos 8 horas! Assim, quando chegar o carnaval teremos 5 dias de descanso: sábado, domingo e segunda feira.

Sábado, venho aqui fazer nada. Afinal, o meu setor fala com outras empresas que não estarão abertas no sábado. Se esses caras entedessem um pouquinho de Brasil, não pediriam compensação, e sim pediriam que se viesse trabalhar na segunda e na quarta! Não viria ninguém do administrativo, eles cortariam o ponto, diminuiriam a folha de pagamento por um mês em aproximadamente 7%.

Tá pode até ser viagem minha, mas estou puto da vida por ter que trabalhar mais 1:30 por dia.

Isso deve ser ilegal! afinal, 10:30 de trabalho ao dia, corridos, é sacanagem!

Que inferno!

Hoje realmente nao estou me sentindo bem. A comida deste refeitório tem alguma química. uma semana comendo aqui e meu estomago começa a reclamar. Desde 12:00, depois do almoço, estou sentindo uma queimação horrível no meu sistema gástrico. Claro que eu nao deixei de trabalhar por causa disso, continuo aqui neste escritório de bosta, com um grupo de antipáticos ineficientes profissionais à minha volta. É povinho para se achar a rainha da cocada preta! Parece brincadeira…

A volta

Estive a última semana no hospital. Mais um episódio de pancreatite. Uma doença estranha, um mal que chega sem pedir licença e sem dizer adeus, no máximo até logo. Desde a última terça-feira à noite estive com soro na veia. Saí do hospital ontem e hoje já estou trabalhando. Pelo simples medo de perder o emprego, porque melhor seria eu ter ficado em casa, descansando. Tudo pelas migalhas de dinheiro que transbordam deste empreendimento de milhões de dólares.

As pessoas aqui no trabalho parecem todas de saco cheio. Deve ser normal se sentir assim sabendo que em pouco tempo perderão todos o emprego. Uma obra é um empreendimento programado, com início, meio e fim. Eu já cheguei pelo final, faltam poucos meses, mas boa parte desse pessoal está aqui desde o início, vendo os colegas serem defenestrados pouco a pouco pela mão gélida do RH. Apesar disto, eu me sentiria infinitamente melhor em outro ambiente de trabalho. Uma rotina de merda, sem novidades, sempre o mesmo trabalho operário de conferir números sem sentido com notas fiscais e mais números sem sentido. Uma equipe que parece se detestar e um chefe que certamente comunicaria mais conosco se tivesse nascido mudo, pois ao menos seus gestos fariam algum sentido.

Eu nunca pensei, nos meus piores pesadelos que a coisa ia terminar assim, Gregório Sampsa e Zeno Cosini, mordam-se de inveja!

A dificuldade que impera

Eu nunca gostei de programar nada. Apesar de ter sido obrigado a fazer alguns programas na vida, geralmente prefiro soluções prontas. Pode-se chamar de preguiça, mas e assim que eu faço as coisas. Agora, porém, estou realmente sofrendo para fazer o layout do Drupal. Estou tendo que brincar com o CSS. E devo dizer a verdade, está sendo um parto. Espero que até o fim de semana eu consiga resolver isso, senão, vou ter que pedir auxílio aos universitários!

Sem lenço e sem documento

A vida realmente dá voltas e mais voltas. O ano está chegando ao fim e as sensação de insegurança com o futuro estão voltando com uma força que eu acreditei nunca teria. Até um tempo atrás eu estava empolgado com o trabalho, ganhando relativamente bem, e com muitas perspectivas pela frente. Mas a crise chegou ao meu trabalho. A empresa estão mal das pernas, os salários estão atrasados há mais de um mês, as contas estão se acumulando. É como estar desempregado só que tendo que trabalhar. A romaria dos Currículos Vitae voltou. Os e-mails com minhas informações pessoais, acadêmicas e profissionais voltaram a correr a rede atrás de empresas que queiram meus serviços. Os amigos voltaram a ser importunados com aqueles telefonemas pedindo para divulgarem oportunidades, conversarem com o RH em meu nome, e assim por diante.

Mas que situação chata! Apesar de todo o esforço e conhecimento acumulado nos anos de estudo, as empresas parecem não se interessar por minhas habilidades profissionais. Já recebi respostas das mais diferentes, desde “Você é capacitado demais para a função” ate “Você tem um perfil muito técnico!”. Mas ao menos nestas empresas obtive alguma resposta!

Não basta falar 5 línguas, não basta ter estuda em uma das melhores faculdades de economia, não basta ter mestrado, não basta saber usar bem o computador, saber usar ferramentas de cálculos financeiros e estatísticos, não basta ter experiência em empresas, não basta ter experiência no governo, não basta ter dado aula, não basta nada. Sempre falta alguma coisa ou tem coisa demais.

Bem, sȯ tempo pode me ajudar agora. Esperar que os contatos feitos gerem frutos, esperar que ao menos um dos salários atrasados chegue. A esperança é a ultima que morre, e por isso não convém ter uma sogra com este nome, já me dizia meu querido avó!

Camelo Manco is Stephen Fry proof thanks to caching by WP Super Cache