Menor de 16 não entra. No elevador!

Isso mesmo. Olha a placa na porta do elevador:

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Welcome to KSA!

 

 

Depois de 3 anos longe…

Este camelo esteve longe, um ano no Kuwait e dois na Argélia e sem disposição para escrever.

Estou em pouco tempo me mudando novamente, agora para a Arábia Saudita. Aparentemente a empresa gosta de mim somente em países árabes, me mandar para perto de casa nem passa pela cabeça dos chefes!

Neste momento estou em Al Khobar, vim para cá numa viagem preliminar para conhecer o ambiente onde provavelmente passarei os próximos dois anos.

A grande notícia é que desta vez estarei acompanhado da minha esposa e dos meus pequeninos. Sim, além da Sofia, nascida em 2009, o Frederico chegou em 2011. E finalmente vou poder curtir a família reunida, já que nos últimos cinco anos vivi como um peregrino, sempre longe deles.

Espero recomeçar a receber a visita de vocês no Blog, assim que começar a escrever com mais constância.

See you!

THE INCREDIBLE HULK

Isso é papo velho para quem já viu o filme, que por sinal já saiu no cinema há algum tempo. Mas eu que só tive a oportunidade de assistir o filme hoje.

O filme é bem melhor que o último que eu tiha visto sobre o Hulk alguns anos atrás, que era um sonífero terrível. Esse novo tem efeitos especiais bem caprichados, uma trama bem mais interessante que mistura vários elementos dos quadrinhos mais recentes e uma curiosidade, o filme começa no Rio de Janeiro.

Fora todas as loucuras típicas das histórias em quadrinhos, que você já espera indo ver um filme do Hulk, a ambientação no Rio de Janeiro tem elementos para fazer rir qualquer carioca: Bruce Banner falando um português básico, a invasão de um grupo de elite do exército americano de uma favela do Rio (sem ser incomodados pelos traficantes) e um bando de gente falando português meio angolano e uma favela.

Achei legal a favela, ver a escadaria do Selaron e o relógio da Central  em Holywood.

Quanto à história, eles mudaram a origem do Hulk, do Abominável e do Líder. Isso é normal nas adaptações de cinema, os fãs fiéis de quadrinhos ficam fulos, mas não há como negar, que na história para o cinema, tudo ficou encaixado direitinho.

Me desculpem os puristas mas serviu para divertir uma quarta-feira a noite.

Mais um Ramadam

Na religião muçulmana o Ramadã é um período do ano que dura aproximadamente um mês no qual os fiéis jejuam durante o dia e festejam durante a noite.

A data exata do início e do fim Ramadan varia de acordo com o posicionamento da lua no céu, e este ano, está começando hoje.

Morando em um país muçulmano, tenho à minha volta várias pessoas que estão passando por esta experiência neste momento. É preciso ter uma certa sensibilidade com a religiosidade dos outros para evitar gafes.

Na Tunísia, onde há muita influência européia, e a religião não é vivida de forma intensa como nos países do Golfo, é mais fácil para um não muçulmano levar uma vida normal. Alguns restaurantes abrem normalmente durante o dia, mas servem somente a não muçulmanos, geralmente estrangeiros.

Alguns conselhos para evitar constrangimentos, durante o período do Ramadan, que devem ser seguidos quando na presença de muçulmanos que estejam fazendo o jejum:

  • Não comer;
  • Não beber;
  • Não fumar;
  • Não ouvir música;
  • Não contar piadas;
  • Evitar qualquer atividade que possa ser considerada diversão.

Durante o dia, é preciso ser discreto para não ofender aqueles que estão seguindo a religião, no caso a maioria dos que vivem aqui. A cidade fica um cemitério e o horário de trabalho fica reduzido das 9:00 às 15:00, em horário contínuo.

Durante a noite as pessoas fazem banquetes, cantam, dançam, se divertem até a madrugada. Dependendo de onde se vive é até difícil dormir com os carros que passam e buzinam, os vizinhos que  reúnem a família cantam e dançam, em geral até umas 4:00 da manhã. Os bares abrem, as lojas reabrem, e a cidade se transforma completamente durante a noite nesse período.

Para um brasileiro a coisa toda é bastante exótica, mas acredito que como este é meu segundo Ramadan, vou me acostumando…

Você confiaria seu cartão a esse caixa automático?

Todo mundo já foi ao caixa eletrônico do banco e achou o danado com alguma tela congelada ou com os botões sem função…

Mas assim foi a primeira vez, e o pior é que apareceu depois do cartão estar lá dentro!

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Olha a mensagem ampliada.Não precisa nem traduzir, quem tem Windows XP em casa conhece muito bem esse balão!

Buenos dias Señorita!

Neste dia dos namorados gringo, como meu amor está entre a Colômbia e a Venezuela, ma travesti de Pablito, el Don Ciccio e tirei essa foto!

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Um beijão meu amor!

Páginas bloqueadas nunca mais. O fim do Proxy, do Traffic Shapping, do bloqueio do Skype, do MSN, etc…

A Internet é livre. Todos dizem isso, mas na prática não é bem assim.

Na faculdade não te deixam usar o MSN. No trabalho você não pode dar update no seu profile do Orkut, não pode visitar o YouTube, não dá pra saber dos amigos no Facebook. Em certos países nem pesquisar no Google direito você pode. E o pior de tudo é que na sua casa o provedor faz traffic shapping e arrebenta com a velocidade do seu download no Azureus ou outro cliente BitTorrent qualquer. Isso já é de conhecimento público e inclusive Kabella, do Maldito, está enfrentando uma briga com o Vírtua por causa disso.

Mas será que não dá para acabar com esses bloqueios e ficar livre novamente? Será que não tem mesmo maneira de fugir dessas armadilhas? Dá, meu amigo, é claro que dá…

Mas antes de explicar como lhe advirto logo que no trabalho pode dar demissão, na faculdade advertência e em certos países até cadeia. Mas no seu lar, arrebentar com o Vírtua, o Speedy, o Velox e companhia é quase um direito seu. Esses aí estão te afanando banda, já que o contrato de prestação de serviços não prevê nada disso. Na prática me resolveu um problema idiota que me perseguia no Worpress.com .

A primeira coisa que você precisa é um Shell Account. Se você não sabe o que é shell account, é uma conta de usuário em um computador que rode algum tipo de Unix, com acesso a um interpretador de comandos (Tá complicado? Dê uma olhada aqui para ver se melhora). Procura no Google, você pode arrumar o serviço de graça ou pago, o que pode variar é a qualidade e confiabilidade.

Eu tenho shell account já faz tempo, veio com o meu pacote de hospedagem no Dreamhost. Se quiser ajudar o blog, compra hospedagem através deste link, ou vá no Dreamhost e use o promocode “camelo”, é bom e te dá direito a um Shell Account, além de hospedagem domínio, instalação automática do WordPress, etc…

A idéia é que de seu computador bloqueado (A) você vá se conectar a um computador não bloqueado (B). Esse computador não bloqueado, por sua vez, irá se comunicar com a Internet (como se você estivesse trabalhando lá) e o vai mandar para A o resultado. O tipo de conexão que precisamos fazer para que tudo funcione bem na maior parte dos cenários é um túnel VPN.

O Túnel VPN “embaralha” a informação que entra e sai, assim seu provedor não sabe se você está usando p2p ou e-mail. Assim sendo o Traffic Shapping não pode ser configurado, afinal para reduzir a banda para BitTorrent eles precisam saber que o que está trafegando é BitTorrent. Se está dentro do túnel, eles não podem saber o que é.

O Túnel pode ser configurado para sair por onde é permitido, por exemplo páginas WEB https, do seu banco. Você está falando no MSN, no IRC, no Skype, mas está tudo entrando e saindo do seu computador pelo caminho onde passam as páginas Web que você pode acessar. Quando chega na outra ponta do túnel é que o IRC, MSN, Skype se comunicam com o mundo.

Pelo Túnel não é possível filtrar conteúdo (palavras chave, IP, domínio), já que na realidade tudo isso está passando pelo túnel, e os filtros não conseguem enxergar lá dentro.

Quais as desvantagens deste túnel?

Antes de tudo você vai depender sempre do “outro lado”. Se o servidor do Shell account cair, você perde conexão. Se a banda lá for pouca, depois de um tempo você pode ter problemas, ou despesas.

Dependendo de onde você usar a técnica um tráfego excessivo pode despertar suspeitas e bloquear o IP do servidor do outro lado. Em algumas empresas, pode ser demitido.

Embaralhar e desembaralhar o tráfego pode ser um problema se você estiver usando um computador mais antiga em uma das pontas.

Mas se você acha que vale a pena para poder ver o vídeo da Cicarelli pelada (tem dica pra isso aqui no blog! dá só um search), vai ter que pôr as mãos na massa.

Se ainda não contratou o serviço do Dreamhost, manda brasa agora! Lembre-se de me dar uma mão e usar o promo code “camelo”, sai mais barato e dá uma força.

A forma mais prática de se criar uma VPN é utilizando o protocolo SSH. No Linux e no Mac é uma questão de abrir uma janela de terminal e utilizar o comando “ssh”. No Windows é preciso utilizar um programa de emulação de terminal capaz de se comunicar através do protocolo SSH. Há um programa free que se chama Putty.

Como fazer a ligação e configurar seu browser e outros programas vai em um próximo post.

WordPress Widgets – Problemas com Drag and Drop – Resolvido na unha

Já há bastante tempo eu estava tendo problemas com a capacidade de drag and drop dos widgets do WordPress. Nas últimas duas semanas passei boa parte do meu tempo livre fazendo backups e reinstalando o WP. Desliguei plugins, mudei de temas, tentei de tudo. E nada funcionava.

Nessas horas bate uma frustração de não ser programador. Mas mesmo assim eu não desisti… Precisava descobrir o que havia de errado. O Google não ajudou muito, ao contrário de tantas outras vezes. O fórum do WordPress.org também não. O suporte técnico do WordPress.com nem ligou para mim, apesa do problema acontecer por lá também…As soluções propostas, e olha que tentei muitas, não deram jeito. E aí acaba que, com um pouco de curiosidade e saco, consegui achar o motivo do problema. A página lida pelo wordpress 2.3.1 para a manipulação dos widgets é widgets.php. No Firefox, ao ler tal página, os widgets ficavam estáticos e eu não podia arrastar e soltar nenhum deles.

Verifiquei que o Error Console do Firefox me mostrava a mensagem de erro “Draggable is not a function“. Dragabble é sim uma função, que pertence a uma extensão do jquery.js chamada interface.js. Pensei com os meus botões que talvez, por mais improvável que pudesse parecer, o proxy da Tunísia implicasse com o nome da função. Afinal Drag pod se referir a drag queen, e se comportamento sexual diferente do “standard” já dá confusão em Niterói, imagina como deve ser bem visto em um país muçulmano… Mudei todas as referências a drag e substituí por “brag” em todos os arquivos que compõem o pacote do WordPress e voilá… Não funcionou. Bem, pensei com os meus botões, o problema não era o proxy…

No dia seguinte, ao fazer o restore do backup com tudo original, sem modificar o nome da função, deixando Draggable mesmo fui fazer o teste de novo para saber se o erro persistia. Persistia é claro. Tudo imóvel. Como estava usando o Safari, resolvi escarafunchar e ver se havia algo como o Error Console do Firefox. Não havia algo assim, ao menos eu não achei. Em compensação havia uma opção que se chamava “active connections”.

Foi ali que descobri o problema. O active connections mostra todos os links de dada página, de onde estão chupando informação. E entre os links da página, havia o seguinte:

http://www.camelomanco.com/weblog/wp-includes/js/jquery/interface.js?ver=1.2 NOT FOUND

Em poucas palavras, o WordPress não conseguia encontrar o arquivo interface.js, acreditava que o mesmo não estava no servidor. Mas ele estava lá! Coloquei a url acima no browser e recebi uma mensagem igualzinha a do post sobre o Youtube. O danado do Proxy da Tunísia estava aprontando mais uma! Como resolver este pepino?

Tentei então a url:

http://www.camelomanco.com/weblog/wp-includes/js/jquery/interface.js

e qual não foi minha surpresa ao achar lá o arquivo bonitinho….

O meu trabalho então era fazer com que o WordPress chamasse pela segunda url e não pela primeira. E toca a procurar onde era feita a leitura da bendita… Acabei que achei o arquivo scripts-loader.php, que se encarrega de carregar na memória todos os scripts (como o nome diz).

Com um pouco de tentativa e erro modifiquei a linha 77 (no WP 2.3.1):

de:
$this->add( ‘interface’, ‘/wp-includes/js/jquery/interface.js’,
array(‘jquery’), ‘1.2’);

para

$this->add( ‘interface’, ‘/wp-includes/js/jquery/interface.js’,
array(‘jquery’), ”);

Agora o wordpress consegue ler a linha gerada e ela não encrenca com o proxy.

Eu deixei isso tudo aqui documentado por dois motivos. O primeiro é para que quando houver atualização do WP eu saberei exatamente onde eu tenho que mexer no danado caso o mesmo problema ocorra. O segundo é que, apesar de comigo acontecer na Tunísia, o problema certamente não é causado por uma vontade do governo de bloquear a leitura do interface.js. A causa é um proxy mau configurado. E você pode apostar que tem muito proxy nessa situação pelo mundo afora. Se acontecer com você algo parecido, essa dica pode te dar o caminho das pedras para “obrigar: o WP a ler uma biblioteca qualquer…

Lua de mel

Queridos amigos, sei que deixei de dar notícias por um tempo. Faço aqui o Mea Culpa. Nesses últimos dois meses muitas coisas aconteceram e deixo aqui um pequeno resumo, para que não caiam no esquecimento.
Passei o Ramadan na Tunísia, e devo dizer que foi uma experiência ímpar. Para quem não sabe o Ramadã é um período de aproximadamente um mês, onde todo muçulmano deve jejuar para refletir sobre sua vida e sobre a religião.
No fim de outubro voltei ao Rio, onde me casei, e além da linda cerimônia na igreja pude ter a felicidade de reunir meus amigos em uma festa no Fluminense! Pena que passou tão rápido, não pude estar o quanto gostaria com todos os presentes…
E hoje estou em lua de mel em São Francisco, Califórnia. Acabamos de chegar de Carmel, onde ficamos hospedados num paraíso cinematográfico, no meio de um vale lindo, com esquilos, cervos e muita mordomia.

Logo que puder encho este blog de fotos do casamento e da lua de mel!

Temas para o WordPress – Todo cuidado é pouco

Li no Portal do WordPress sobre temas sendo utilizadas de forma pouco ética para divulgar sites, gerar SPAM, manipular Pageranks. Devo ser sincero, eu nunca tinha me ligado para isso. Realmente é assustador o que um tema malicioso pode fazer com o usuário desavisado. Eu já instalei aqui vários temas, já modifiquei alguns, e até mesmo tentei criar um do nada. Mas a maioria dos amigos blogueiros instalam um tema legal e se dedicam a escrever, que é o verdadeiro fim disso tudo… Quanto ao licenciamento dos temas, eu tenho minhas dúvidas quanto a questão levantada pelo Portal do WordPress sobre licenciamento. A GPL se aplica ao WordPress, mas não necessariamente aos temas desenvolvidos. Os temas não tem que seguir a GPL. Se assim fosse não poderíamos ter de maneira alguma software proprietário rodando sob o kernel do Linux. Modificar tais temas “perigosos”, pode até ser contra a licença de uso que os distribuidores tentam nos empurrar, mas acaba sendo uma questao de sobrevivencia. Mas ainda assim, apesar de não ser advogado, eu sugiro simplesmente não usar, e nem se dar ao trabalho de editar, correndo o risco de deixar alguma bomba relógio para trás, mais do que de levar um processo… São como os Spywares, se o software vem com um, nem pensar em instalar. Se instalou desavisado, expurga como der…
O importante é ficar de olho para não levar gato por lebre…Afinal queremos que nossos blogs trabalhem para nós, não para os espertinhos largados por aí…

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