Archive

Archive for the ‘Linux’ Category

WordPress Widgets – Problemas com Drag and Drop – Resolvido na unha

December 7th, 2007 Camelo 1 comment

Já há bastante tempo eu estava tendo problemas com a capacidade de drag and drop dos widgets do WordPress. Nas últimas duas semanas passei boa parte do meu tempo livre fazendo backups e reinstalando o WP. Desliguei plugins, mudei de temas, tentei de tudo. E nada funcionava.

Nessas horas bate uma frustração de não ser programador. Mas mesmo assim eu não desisti… Precisava descobrir o que havia de errado. O Google não ajudou muito, ao contrário de tantas outras vezes. O fórum do WordPress.org também não. O suporte técnico do WordPress.com nem ligou para mim, apesa do problema acontecer por lá também…As soluções propostas, e olha que tentei muitas, não deram jeito. E aí acaba que, com um pouco de curiosidade e saco, consegui achar o motivo do problema. A página lida pelo wordpress 2.3.1 para a manipulação dos widgets é widgets.php. No Firefox, ao ler tal página, os widgets ficavam estáticos e eu não podia arrastar e soltar nenhum deles.

Verifiquei que o Error Console do Firefox me mostrava a mensagem de erro “Draggable is not a function“. Dragabble é sim uma função, que pertence a uma extensão do jquery.js chamada interface.js. Pensei com os meus botões que talvez, por mais improvável que pudesse parecer, o proxy da Tunísia implicasse com o nome da função. Afinal Drag pod se referir a drag queen, e se comportamento sexual diferente do “standard” já dá confusão em Niterói, imagina como deve ser bem visto em um país muçulmano… Mudei todas as referências a drag e substituí por “brag” em todos os arquivos que compõem o pacote do WordPress e voilá… Não funcionou. Bem, pensei com os meus botões, o problema não era o proxy…

No dia seguinte, ao fazer o restore do backup com tudo original, sem modificar o nome da função, deixando Draggable mesmo fui fazer o teste de novo para saber se o erro persistia. Persistia é claro. Tudo imóvel. Como estava usando o Safari, resolvi escarafunchar e ver se havia algo como o Error Console do Firefox. Não havia algo assim, ao menos eu não achei. Em compensação havia uma opção que se chamava “active connections”.

Foi ali que descobri o problema. O active connections mostra todos os links de dada página, de onde estão chupando informação. E entre os links da página, havia o seguinte:

http://www.camelomanco.com/weblog/wp-includes/js/jquery/interface.js?ver=1.2 NOT FOUND

Em poucas palavras, o WordPress não conseguia encontrar o arquivo interface.js, acreditava que o mesmo não estava no servidor. Mas ele estava lá! Coloquei a url acima no browser e recebi uma mensagem igualzinha a do post sobre o Youtube. O danado do Proxy da Tunísia estava aprontando mais uma! Como resolver este pepino?

Tentei então a url:

http://www.camelomanco.com/weblog/wp-includes/js/jquery/interface.js

e qual não foi minha surpresa ao achar lá o arquivo bonitinho….

O meu trabalho então era fazer com que o WordPress chamasse pela segunda url e não pela primeira. E toca a procurar onde era feita a leitura da bendita… Acabei que achei o arquivo scripts-loader.php, que se encarrega de carregar na memória todos os scripts (como o nome diz).

Com um pouco de tentativa e erro modifiquei a linha 77 (no WP 2.3.1):

de:
$this->add( 'interface', '/wp-includes/js/jquery/interface.js',
array('jquery'), '1.2');

para

$this->add( 'interface', '/wp-includes/js/jquery/interface.js',
array('jquery'), '');

Agora o wordpress consegue ler a linha gerada e ela não encrenca com o proxy.

Eu deixei isso tudo aqui documentado por dois motivos. O primeiro é para que quando houver atualização do WP eu saberei exatamente onde eu tenho que mexer no danado caso o mesmo problema ocorra. O segundo é que, apesar de comigo acontecer na Tunísia, o problema certamente não é causado por uma vontade do governo de bloquear a leitura do interface.js. A causa é um proxy mau configurado. E você pode apostar que tem muito proxy nessa situação pelo mundo afora. Se acontecer com você algo parecido, essa dica pode te dar o caminho das pedras para “obrigar: o WP a ler uma biblioteca qualquer…

Firefox 2.0 está na rede

October 24th, 2006 Camelo Comments off

Os amigos que gostam do Firefox, devem estar deliciados. Eu estou. O novo Firefox está exatamente como eu esperava! A mesma carinha simples, leve, com melhor suporte para abas, renderizando mais páginas, multiplataforma, aceitando as minhas extensões prediletas…
Estou escrevendo hoje através dele, no meu Mac. Ou seja, está rodando que é uma belezura. A cara do website do firefox ficou ótimo! Estão sendo organizadas festas pelo mundo para comemorar o lançamento do novo browser!

Há ainda um novo mundo de features a ser explorado. Pesquisa inteligente, correção ortográfica, abas muito mais fáceis de usar, histórico de abas, memória de sessão (conjunto de abas) e por aí vai!

Eu recomedo fortemente a todos: adeus spyware, popups, fishing! Viva a rapidez e a agilidade!

Nota fúnebre de um AMD64

October 19th, 2006 Camelo Comments off

O proprietário de um AMD 64 3.2 Ghz com 2,5Gb de RAM informa seu falecimento precoce em algum momento indeterminado do dia 19/10/2006. A causa mortis ainda está sendo averiguada, a autópsia só será efetuada nos proximos dias. A morte foi atestada devido a ausência de resposta a estímulos elétricos.

Prováveis motivos para o seu fim provavelmente é a placa mãe, o processador em si, ou a fonte de alimentação. Havia já sido doloroso, semana passada, a morte de um HD 40 Gb. O mesmo morreu durante um backup de dados, o que resultou em tragédia de dados perdidos. Aparentemente o SMART só alertou para a possível morte após a integridade da partição NTFS do Windows ter ido para o espaço. Apenas os restos mortais do Ubuntu foram salvos.

O mês de outubro se mostra conturbado e acredito que após o falecimento do PC ser esclarecido ainda será necessário aguardar alguns meses antes de ressucitá-lo devido aos parcos recursos disponíveis no momento para investimentos.

Pelo menos me resta o Macmini de consolo e companhia nestes momentos difíceis.

A bruxa anda solta, e não sou eu que vou me assustar.

Categories: Lento Mancar, Linux, Tech, Win Tags:

How to download video from youtube, google video and others to your computer

September 28th, 2006 Camelo 2 comments

So you want to download that awesome video you saw on Youtube, Google Video, Yahoo Video, Daily Motion and others to your computer?

I wrote about this a few posts ago (in portughese) and I’ve received good feedback, so I think it would be worth writing it in english so I can get a bigger audience.

1 – You should download Firefox browser, as it has an extension that allows you to save the videos! Firefox is faster and cleaner than Internet Explorer, it does have tabbed browsing,it is truly standard compliant and best of all is free and opensource. It runs on PCs, Macs, Linux, and probably any OS you have running on your Desktop.

2- Install the extension Firefox Video Download. It will allow you to get Daniela Cicarelli’s video or any other avaiable from tmost of the free video services arround the net.

3- Restart Firefox so the extension can finish it’s install process.

4- As a test go to Youtube!

5- Search for a magic word, as for instance a lonelygirl15 (the most famous scam of youtube).

6- Click the blue link.

7- When the video starts to play click with the RIGHT mouse button to show a context menu.
8 – Choose the option download (should be the last one in the botton).

9 – Save to the hardisk and it’s done. It works with any video: youtube, google video, daily motion, etc…

Have fun!

powered by performancing firefox

Categories: Bloglife, Lento Mancar, Linux, Mac, Win Tags:

Linux.org e Publicidade

September 13th, 2006 Camelo Comments off
A mais nova discussão inútil no mundo do pinguim é sobre o site linux.org
Um blogueiro resolveu criticar em um post o site pela sua política de anúncios, que chega a colocar propaganda de cassinos e mediacementos na página principal do site. O linux.org é referência mundial para informações sobre linux, e é verdade que sua aparência é a mesma já há muito tempo. Parece flashback dos anos 90… :)
Concordo com boa parte dos argumentos do AgolB e parece que não sou o único, os usuários do Ubuntu que o digam.
Muitos acham que o linux.org poderia proveitar um pouco do webdesign de outros como o Getlinux.A minha experência pessoal com o linux.org é desastrosa. Nunca achei ali uma informação de forma fácil. Sempre penei muito…Será que dá em alguma coisa essa gritaria toda?

powered by performancing firefox

Categories: Linux, Opinião, Tech Tags:

Instalando uma cópia local do wordpress no Ubuntu Dapper

July 18th, 2006 Camelo 3 comments

O primeiro passo para instalar o WordPress no Ubuntu Dapper (nome usado pela comunidade Ubuntu) ou Ubuntu 6.06 LTS (Nome oficial do Sistema) , é configurar o que os entendidos chamam de ambiente LAMP ( Linux + Apache + +MySQL + PHP). Estes passos devem ser muito similares para os vários sabores de Debian Linux.
Você pode utilizar o Synaptic, ou no caso do Dapper Server Edition já pedir durante a instalação que seja colocado de pé o ambiente LAMP. Como eu prefiro o modo texto uso os seguintes comandos dentro de um terminal:
sudo apt-get install php5 mysql-server apache2
Teste apontando seu browser para 127.0.0.1
Teste apontando seu browser para seu hostname, no meu caso CAMELO-UBUNTU. APareceu neste texto CAMELO-UBUNTU, troque pelo seu hostname! ISSO É MUITO IMPORTANTE PARA NÂO DAR ZICA!

O diretório onde o apache procura seus arquivos é /var/www/
Configure o mysql, substituindo XXXXXX pela senha que você quiser e CAMELO-UBUNTU pelo hostname da sua máquina:

mysqladmin -u root password XXXXXX

mysqladmin -h root@CAMELO-UBUNTU -u root password XXXXXX  sudo /etc/init.d/mysql restart

Eu aconselho também a instalação do phpmyadmin:

sudo apt-get install phpmyadmin

teste visitando:

http://127.0.0.1/phpmyadmin/

Depois instalamos o wordpress:

sudo apt-get install wordpress

Por default o wordpress é instalado em /usr/share/wordpress
Vamos configurar o apache para trabalhar de maneira inteligente com nosso wordpress, em estilo Debian. Adicione as seguintes linhas ao seu /etc/apache2/apache2.conf

Alias /blog /usr/share/wordpress
Options FollowSymLinks
AllowOverride Limit Options FileInfo
DirectoryIndex index.php

Reinicie seu apache:

sudo sh /etc/init.d/apache2 restart

No seu browser aponte para http://CAMELO-UBUNTU/blog e voilá! Você recebe uma linda mensagem de erro!
Precisamos configurar o wordpress!

Vamos lá! NàO SE ESQUEÇA DE TROCAR O CAMELO-UBUNTU PELO SEU HOSTNAME. NA LINHA ABAIXO blog É O NOME QUE DAREMOS AO BANCO DE DADOS.

sudo chmod +x /usr/share/doc/worpdress/examples/setup-mysql -n blog CAMELO-UBUNTU

se tudo correu bem basta apontar seu browser para http://CAMELO-UBUNTU/blog e você terá sua instalação local do WordPress! Três cliques e pronto!
Use-o como playground para seus temas e templates!



Categories: Bloglife, Lento Mancar, Linux, Wordpress Tags:

Ubuntu Linux, 64 ou 32 bits?

July 8th, 2006 Camelo 8 comments

Há uns dois meses estou rodando o Ubuntu Dapper 64 bits aqui em casa. Tudo funciona a contento, no que diz respeito às funcionalidades básicas do Desktop. Não notei nenhuma melhora na velocidade de processamento, e ao pesquisar na web vi que se deve principalmente ao fato dos programadores não usarem ainda todas as funcionalidades que os 64 bits permitem.

Esbarrei todavia em alguns probleminhas contornáveis, relacionados a alguns programas específicos. Contornáveis pois há sempre a possibilidade de rodar, dentro do SO de 64 bits, alguns programas de 32 bits, sob um ambiente de chroot. O plugin Flash para firefox, a capacidade de ver vídeos WMV 9, o Picasa, o Skype e o OpenOffice geralmente se utilizam deste tipo de solução. Funciona, mas tem algumas desvantagens. A primeira de todas é que o usuário iniciante não está preparado para botar o ambiente chroot para funcionar, terá que seguir uma receita de bolo que não entende e muitas vezes pode acabar fazendo bobagens. O segundo é que a solução não se integra bonitinha no Desktop do sistema, não fica “transparente”. Mesmo com uma série de scripts e modificações eu ainda não consigo que o firefox 64 bits, chame o nautilus 32 bits, por exemplo. è possível fazer, mas ainda não pesquei como. E cansei de ter que “pescar” as coisas.
Decidi então voltar à versão de 32 bits, pelo menos até que Flash, Picasa e vídeo. Quero um sistema livre fácil de usar e manter, e escolhi o Ubuntu, uma pérola no oceano. Poderia ter continuado com o Gentoo, que sempre desafiou meus conhecimentos e me fez aprender muito nos dois anos em que o usei. O fascínio do linux é poder botar a mão na massa, e descobrir as muitas possibilidades do sistema. Mas se há um esforço para que seja um sistema mais palatável, é preciso que se trenha a escolha de “fuçar” ou não “fuçar”. E o Ubuntu de 32 bits certamente me deixa mais próximo desta escolha que o de 64 bits.

Categories: Linux, Tech Tags:

AMD64, Linux, Windows e Intel DualCore

June 28th, 2006 Camelo 1 comment

Sendo um usuário de Windows e Linux há alguns anos, e tendo recentemente adquirido um computador com processador AMD64, comecei a pesquisar como melhorar a performance dos Sistemas Operacionais na plataforma de 64 bits.

É preciso esclarecer que a maior parte dos computadores hoje nas mãos dos usuários utilizam processadores de 32 bits. Os processadores de 64 bits foram introduzidos para o consumo das massas a relativamente pouco tempo, tendo como principal vendedor a AMD. Não que a Intel não produza processadores de 64 bits, mas preferiu apostar na venda de processadores Dual Core, que na realidade é um processador de 32 bits com dois núcleos, rodando em paralelo. É este tipo de processador que a Apple adotou em seus novos micros, e que começa a aparecer nos PCs disponíveis no mercado.

Os processadores de 64 bits são mais poderosos que os de 32 bits principalmente por possuir uma quantidade maior de instruções, fazendo com que os programas sejam mais ágeis. É o mesmo tipo de transição que se viveu alguns anos atrás quando o mundo dos 16 bits foi gradualmente abandonado e se entrou no mundo de 32 bits em que vivemos hoje.

As vantagens do processador de 64 bits só é sentida a partir do momento em que os programas passarem a utilizar o novo conjunto de instruções de 64 bits. A base de tudo é o sistema operacional. Um processador de 63 bits consegue rodar um S.O. de 32 bits, mas com performance menor do que o seu potencial. O ideal é rodar um S.O. de 64 bits.

Hoje pode-se escolher entre diferentes distribuições de Linux e o WindowsXP 64-bits Professional Edition (Win64) como sistemas operacionais 64 bits nativos.

Esta afirmação é um tanto falaciosa, pois o Win64 não está disponível no mercado brasileiro. Há relatos de que há ainda muita incompatibilidade entre dispositivos de hardware e o Win64, mas que o suporte a programas de 32 bits é bom. Programas utilizando os 64 bits ainda são escassos. Não posso falar muito por desconhecimento de causa, na minha máquina roda a versão de 32 bits, muito bem, obrigado, e só pretendo mudar quando o Vista vier (espero que já em versão 64 bits e vendido aqui).

Já o Linux é um caso a parte. Escrevo este texto de dentro do Ubuntu 6.06 LTS, 64 bits rodando “redondinho”. As aspas se aplicam pois há ainda falta de suporte para alguns programas, principalmente de código fechado, cuja versão de 32 bits é a única disponível. Os exemplos mais contundente são os plugins Java e Flash, além do Skype e do Open Office 2 e o codec wma/wmv. É bom ressaltar que, devido às licenças de código aberto serem as mais difundidas no mundo linux, a maior parte dos programas usufruem das instruções de 64 bits.

Para poder fazer funcionar os programas de 32 bits específicos, é preciso apelar para uma gambiarra típica de usuários linux. O usuário pode instalar um ambiente de 32 bits dentro do ambiente de 64 bits, e rodar os programas a partir daí. É o método do chroot, muito utilizado até pouco tempo para rodar vários ambientes linux diferentes em uma mesma máquina.

A minha conclusão é que o mundo 64 bits ainda está verde, e precisa ainda de um bom tempo para amadurecer. Poderá ser estimulado a crescer com o Windows Vista, se a Microsoft apostar na plataforma para o ano que vem. Mas acho que a Apple deu o passo mais acertado até o momento, investindo na tecnologia Intel Dual Core, que aumenta a performance dos micros, sem a necessidade de uma migração (Esta é outra falácia visto que muitos programas Apple ainda rodam somente no mundo da plataforma IBM PPC, e não no mundo PC-Intel). Steve Jobs é inovador, mas não tem nada de bobo. Agarra sua fatia de mercado com garras e dentes.

O futuro é 64 bits, sem dúvida. A transição será longa, e eu aposto que será mais suave para aqueles que escolherem a plataforma Dual Core.

Categories: Lento Mancar, Linux, Mac, Opinião, Tech, Win Tags:

WordPress, temas estilos e templates

June 15th, 2006 Camelo 7 comments

O WordPress é um dos sistemas de conteúdo de Blogs mais usados na Internet. Sua comunidade de usuários é grande, e as possibilidades de personalização do Blog são gigantescas. Há tembém muita documentação sobre ele na Internet,e um codex, que serve de base de conhecimento, onde os usuários mais experientes documentam o WordPress. É uma boa fonte de consulta, mas é em inglês apenas, e a primeira vista pode parecer um tanto confufo, afinal não é um manual clássico. Os usuários brasileiros tem como ponto de encontro e informação uma lista de discussão e o wordpress.com.br, que, infelizmente, desde janeiro se encontra sem movimento.

Eu sou um usuário na média preguiçoso, mas me sinto impelido a escrever um pouco sobre como deixar o WordPress com a cara do usuário. Alerto desde já que não sou expert em nada, apenas um “escovador de bits”, que tem como hobby aprender a fazer coisas por conta própria. Vou tentar ser o mais didático possível, e corro o risco de ser chato ou de repetir as coisas, mas acho que assim, o artigo, apesar de ficar mais pesado, acaba por servir a mais gente. Os programas mostrados neste artigo serão todos Open Source, e os exemplos serão feitos em ambiente linux, mas no Windows ou Mac as diferenças ficam sempre no nível da forma, não do conteúdo.
Considero que você já tem o WordPress intalado e rodando direitinho, seja localmente, seja em um servidor externo. Há um bom tutorial sobre a instalação no blog do Rodrigo Muniz.

O WordPress vem por padrão com dois temas instalados o default e o classic. Existe no painel de controle do WordPress a aba Presentation, onde podemos escolher qual Tema iremos usar, clicando no nome do tema.

Captura_da_tela_Camelo_Manco_____Manage_Themes_____WordPress___Mozilla_Firefox.png
Existem centenas de temas disponíveis para download, basta procurar no Google as palavras “WordPress Themes” e voilá, há temas para todos os gostos.

Vamos aprender a instalar um tema… Procure um tema da sua escolha, só tenha o cuidado de verificar se este tema é feito para a versão do wordpress que você está usando. O arquivo geralmente virá compactado em formato zip. Caso tenha uma conta shell, dê upload do arquivo zipado e descompacte lá dentro, para ganhar tempo. Descompacte localmente e dê o upload da pasta inteira para a pasta wp-contents/themes. Abra o browser, vá em presentatione e escolha o tema. Veja a sua página! De cara nova!

E lá vai o passo a passo! Uma lista de temas pode ser encontrada na página de temas do codex do WordPress. Escolha o tema Connections, da Patrícia Muller, uma brasileira, madrinha da comunidade WordPress. Dê O download do tema e descompacte para uma pasta qualquer.

Captura_da_tela.png Captura_da_tela_Temas___Connections_Descompactado.png
Para dar upload do tema para seu site, depende do sistema opracional e do programa que vocÊ vai usar. No Ubuntu, eu uso o gerenciador de arquivos Nautilus para mapear o FTP, e assim uso o servidor como uma pasta qualquer. No windows, eu recomendo o SmartFTP, gratuito para uso não-comercial e no Mac o CyberDuck, de código aberto. Acredito que no Mac e no Windows também seja possível fazer uma integração como no linux, mas nunca tentei.

No Ubuntu o passo a passo é fácil:

Vá no navegador de arquivos e na aba Arquivo, selecione Conectar ao servidor. A janela seguinte se abrirá:

Captura_da_tela_Conectar_ao_Servidor.png - 17.34 Kb

Escolha em Tipo de Serviço a opçao ftp (com login) e complete os dados que a sua hospedagem lhe informou na inscrição. Um ícone se criará no seu desktp e ao clicar nele você estará dentro do servidor ftp do seu blog.

Encontre o diretório do wordpress e entre nos seguintes diretórios: wp-contents, themes. Lá você verá as pastas dos temas default e classic, que estão instaladas por padrão. Copie a pasta do tema Connections para dentro da pasta themes, de modo que agora teremos 3 pasta dentro dela: default, classic e connections. Vá até seu blog, e escolha a aba presentation. Voilá, agora é so clicar em connections e seu blog estará de roupagem nova, com o tema Connections da Patrícia.

Mas se você quiser mudar a cara do tema? Para que as cores de fundo, dos links, ou das fontes sejam outras? O WordPress te permite modificar tudo e criar seu tema personalizado. Não é um processo trivial, e primeiro é preciso entender um pouco o que é uma página da Web… Vamos tentar nivelar o conhecimento para que fique mais claro e mais fácil entender o que você vai precisar fazer. Vou incluir alguns links para a Wikipedia e outras fontes de conhecimento para quem quiser estudar um pouco mais a fundo os conceitos.
O seu navegador, simplifivando ao máximo, quando vai até uma página qualquer, procura um arquivo no formato HTML, e converte uma série de instruções (ou tags) HTML em letras grandes ou pequenas, no formato que estamos acostumados a ler. Quando você aponta para o site camelomanco.com, na verdade o navegador por padrão aponta para um arquivo de índice deste endereço, chamado geralmente de index.html ou index.htm, e o lê. Para ver a verdadeira cara do camelomanco, usando o Firefox, é só clicar Control-U, e você terá acesso ao código fonte HTML da página principal.
Ou seja, quando você lê o Título do seu blog, seu navegador leu alguma coisa como:

<h1>Camelo Manco<h1>
e traduz para você, automaticamente, em :

Camelo Manco

As primeiras páginas na Internet eram todas feitas assim, e quando era preciso escrever alguma coisa a mais, era preciso editar o arquivo index.php e colocar lá na unha mesmo. Era a época das páginas estáticas. Com o passar do tempo se criaram formas de criar páginas dinãmicas, que é exatamente o caso dos blogs de hoje. O wordpress usa uma linguagem chamada PHP para criar páginas dinãmicas. Se você reparar, não há no diretório principal do seu site WordPress um arquivo index.html, mas há um arquivo index.php. Quando o navegador procura o index.html, a máquina servidora, que hospeda o blog, executa o arquivo index.php. Ao executar este arquivo, a máquina gera um index.html, e envia para seu browser uma página fresquinha, dinamicamente criada. Cada vez que alguém entra no seu site, uma nova página é criada. Por isso, a cada post a página inicial muda, dinamicamente. No seu próprio blog você pode conferir com o uso de Control-U. O arquivo index.php do wordpress começa com o seguinte comando:

< ?php get_header(); ?>

uma função do wordpress que chama arquivo header.php, que por sua vez contem a função:

<h1 id="header" ><a xhref="< ?php bloginfo('url'); ?>/">< ?php bloginfo('name'); ></a><h1>

que diz ao servidor o seguinte:”Pegue no banco de dados do blog em wordpress o nome e o endereço deste blog, e mostre, como resultado final”:

Camelo Manco

Vai aí então um resumão do que se viu até aqui:

1) HTML -> A linguagem que seu navegador lê, e tranasforma naquilo que chamamos de página internet

2) PHP -> Linguagem de programação com capacidade de se comunicar com um banco de dados e que gera arquivos HTML.

Está certo, mas e o WordPress com isso, e a cara do meu blog com isso? Bem, o WordPress é escrito em PHP, e gera páginas HTML. O HTML, também no início da Internet, era usado para colocar conteúdo, ou seja seu post, e para definir a aparência deste conteúdo. Isso não era prático, pois cada vez que tinhamos que mudar uma cor ou uma fonte, por exemplo, era preciso mudar esta informação em vários pontos do arquivo html. Foi então desenvolvida linguagem CSS, cuja única função é definir os estilos que serão usados pelas páginas HTML.

Assim eu posso definir atributos diferentes para diferentes “objetos”. Eu declaro, por exemplo, que cada parágrafo de um novo post, terá um espaçamento de tantos pontos, as letras serão pretas, com fundo marron. Que minha barra lateral será sempre de um dado tamanho, ou que seu tamanho varia de acordo com a resolução do browser. Eu escrevo estas coisas uma vez, e daí em diante, o próprio navegador cuida de colocar cada coisa em seu lugar. Inteligente, não é?

O WordPress usa tão bem esta ferramenta, que, ao contrário de outros sistemas e páginas na Internet se você visualizar seu blog sem o uso do CSS (no firefox é bem fácil, é só ir em Exibir->Estilos de Página-> Nenhum estilo), tudo continua arrumadinho, tirando apenas a cosmética, e mantendo o conteúdo. O CSS pode estar presente na própria página HTML como pode ser definido através de um arquivo externo, com extensão css. No caso do WordPress, o arquivo se chama style.css, e geralmente se encontra na pasta do tema em uso pelo blog.

Agora vou tentar explicar alguns conceitos que muitas vezes confundem a cabeça do pessoal… Qua a diferença de estilo (style), tema (theme) e template?

1) O estilo é definido pelo arquivo style.css, que diz as cores, os espaçamentos, as fontes, entre outros atributos do seu blog. É escrito em linguagem CSS.
2) O template, é um arquivo PHP que serve para gerar uma página, ou parte de uma página, e aonde o estilo vai ser aplicado. O Template define que informações, por exemplo, vou publicar em cada post, e em que ordem: autor em cima ou abaixo do título do post, hora e data ou só data, haverá ou não um campo para comentários? Os templates são formados por comandos do wordpress e são escritos em linguagem PHP.
3) Um tema é um conjunto de templates, de estilos e de imagens (header, background, bullets, etc), empacotados juntinhos.

Nada melhor que ver isso tudo na prática não é? Então vá no menu presentation do WordPress e escolha a aba Theme Editor. Lá você poderá constatar ao lado direito o conjunto de arquivos que compõem um Tema, e nele estará contida uma série de arquivos .php e .css. Os arquivos .php são os templates, e os arquivos .css (na maior parte dos temas é um arquivo único) o estilo.

Captura_da_tela_Camelo_Manco_____Edit_Themes_____WordPress___Mozilla_Firefox.png

Tendo na cabeça estes conceitos bem claros, o próximo artigo será sobre como modificar efetivamente o estilo de um tema.

Categories: Lento Mancar, Linux, Tech, Wordpress Tags:

Mac e Linux

April 10th, 2006 Camelo 1 comment

Sou agora um fã do Mac, mas não consigo deixar de lado por muito tempo minha atração pelo sistema do Tux. Escrevi minha monografia e minha tese e mestrado usando Kile e Latex, usei muito o Gnucash para controlar minhas descontroladas finanças, enfim, estive sempre mergulhado no mundo opensource. São, afinal, quase 10 anos de envolvimento com o Linux, que me deram satisfações e aporrinhações. No pouco tempo de vida deste Macmini, já instalei nele o Kubuntu e pensei em instalar o Gentoo, mas desisti, é um processo longo, e realmente não estava disposto a gastar tanto tempo com isso.

Quando resolvi levar mais a sério a possibilidade de ter um Mac, pensei que ia me encontrar isolado do mundo, com poucas zonas de fronteira entre o mundo Apple e o outros. Pode ser verdade para um usuário padrão, mas descobri ser um ledo engano se você é um escovador de bits.

Com um pouco de pesquisa, descobri que é possível emular outros sistemas operacionais dentro do OS X. O produto comercial mais conhecido é o Virtual PC da Microsoft, que lhe permite instalar a família Windows e Linux, rodando em uma janela. É claro que sendo um emulador há limitações, principalmente em velocidade e gráfica, mas é uma opção interessante. Coloquei rodando o Windows XP em janela redondinho aqui em casa. Pretendia instalar o Debian também, quando descobri um projeto interessantissímo, o Fink.
Os desenvolvedores do Fink resolveram portar software linux opensource para o Mac, criaram uma minidistribuição debian based, portaram e compilaram uma série de aplicações permitindo rodá-las nativamente sem prejuízo de prestações. Incrível! O mesmo Gnucash, o mesmo Latex e Kile, o Gimp, todos eles estão lá. São jogos, aplicativos, linguagens de programação, um pouquinho de tudo, e é muita coisa mesmo assim. E seguindo a GPL, de uso e distribuição gratuita.

Mais uma vez o Mac me surpreende positivamente. De continente isolado sem fronteiras para o mundo se transformou num ponto de convergência de três sistemas diferentes, principalmente agora, com o lançamento dos novos MacIntel.

Categories: Linux, Mac, Tech Tags: