Quase no fim do bico

Hoje passei boa parte do dia trabalhando em cima da revisão gramatical e ortográfica de uma dissertação de mestrado. Foram 150 páginas lidas e o grosso corrigido. Achei muito interessante o tema, o mercado masculino de beleza. Os resultados da pesquisa foram bem interessantes.
Sem dúvida o autor escreve bem. Pouquíssimas foram as palavras escritas erradas, mais por erro de digitaçao que por qualquer outro motivo. O texto está bem fluido, mas o que mata mesmo é a repetição. Esse foi o mesmo problema que enfrentei na minha dissertação e que provavelmente aflige a maioria dos pobres mestrandos! Afinal como é possível descrever resultados, principalmente em um questionário com respostas fixas (a,b,c,d,e), de mais de uma dezena de perguntas sem se tornar enfadonho? Para cada pergunta é preciso dizer a frequência de cada uma das respostas! Acaba se tornando repetitivo.
Talvez o ideal seja mostrar um gráfico de frequência para cada pergunta e comentar apenas os resultados mais relevantes. Mas sempre haverá um membro da banca querendo reclamar de que voĉê não escreveu tudo. E sempre haverá um outro a reclamar que voĉê repetiu demais a mesma coisa e foi chato. Esses doutores deveriam, sem sombra de dúvida, ter acompanhamento psicológico em algum estágio da vida deles!
Espero que o autor goste do trabalho que eu fiz em cima do original. Acho que ficou mais limpo, mais fácil de ler. E isso é muito importante para uma dissertação, afinal, são tão poucos que as l̂êem que esses heróis deveriam receber teses mais bem escritas… Eu já vi cada coisa na minha mão, coisa de fazer defunto de poeta acordar no cemitério achando que o juízo final já chegou.
Depois da parte ABNT o texto volta pra minha mão. Aí vou poder fazer tudo com o devido esmero. Vai ficar ótimo, tenho certeza!
Bom, agora é hora de ir dormir, amanhã o Bikernau me espera…

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