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A evolução da Web, e o impressionante eyeOS

September 7th, 2006 Camelo Comments off

Nós fomos acostumados a ver a Internet como uma rede onde interagíamos com o mundo através de programas, como o navegador (IE, Opera, Firefox), o cliente de e-mail (outlook, eudora, thunderbird) e de servidores de mensagem instantãnea (ICQ, MSN Messenger).
Com a popularização da WWW, para a maior parte dos usuários a WEB e a Internet são sinônimos. Por muitos anos nos acostumamos também a gradativamente abandonar nossos programas de correio eletrônico e caímos nos braços do webmail, principalmente depois do advento do gmail, com sua interface fácil de usar, intuitiva e com muita capacidade de armazenamento.
Pois é exatamente o webmail o primeiro grande exemplo de transposição de um aplicativo que roda no seu sistema operacional (Windos, Linux, MacOs), para dentro do navegador, que ficou popular. Mas qualquer usuário que precisa de funcionalidade avançadas pode atestar que só recentemente os WebMails estão se aproximando dos seus “pais” Desktop.
A maior limitação era exatamente o arcabouço da Web, que gira entorno do protocolo HTML, pouco flexível, e sem os recursos necessários para desenvolvimento de aplicativos “de verdade”. Isto vem mudando com o tempo, e parece que está cada vez mais próximo o novo momento da Web. A web 2.0 está batendo em nossa porta, prestes a invadir nossas vidas.
Boa parte do desenvolvimento para Web nestes dias está indo em direção à tecnologia Ajax, que nada mais é que JavaScript e XML trabalhando de braços dados. Esta tecnologia traz a agilidade necessária aos navegadores para executar “aplcativos” cada vez mais próximos aos aplicativos que vemos em nossos sistemas operacionais. Os melhores exemplos do uso do Ajax são exatamente os softwares online do Google, como o Google Spreadsheet e o próprio gmail.
Mas que tal ter um “sistema operacional” portátil, que rode dentro de um browser, acessível através da Internet? Onde eu, com um login e uma senha possa rodar meu programa de RSS, um jogo como o frozenbubble, um software de post-it, um de chat, ICQ, tudo configurado, com ícones e rodando em janelas, juntos? Pois é exatamente isso o que se propõe o eyeOS.Visitem o site do eyeOs, e vejam o demo. Eu me inscrevi e fiquei muito impressionado. Tem até navegador rodando dentro do navegador! E o melhor de tudo, é um software Open Source, ou seja, eu posso ter meu servidor eyeOs de graça, disponibilizando as aplicações que eu quero e para quem eu quero.

Vale a pena conhecer e usar, bem vindo ao futuro.

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Instalando uma cópia local do wordpress no Ubuntu Dapper

July 18th, 2006 Camelo 3 comments

O primeiro passo para instalar o WordPress no Ubuntu Dapper (nome usado pela comunidade Ubuntu) ou Ubuntu 6.06 LTS (Nome oficial do Sistema) , é configurar o que os entendidos chamam de ambiente LAMP ( Linux + Apache + +MySQL + PHP). Estes passos devem ser muito similares para os vários sabores de Debian Linux.
Você pode utilizar o Synaptic, ou no caso do Dapper Server Edition já pedir durante a instalação que seja colocado de pé o ambiente LAMP. Como eu prefiro o modo texto uso os seguintes comandos dentro de um terminal:
sudo apt-get install php5 mysql-server apache2
Teste apontando seu browser para 127.0.0.1
Teste apontando seu browser para seu hostname, no meu caso CAMELO-UBUNTU. APareceu neste texto CAMELO-UBUNTU, troque pelo seu hostname! ISSO É MUITO IMPORTANTE PARA NÂO DAR ZICA!

O diretório onde o apache procura seus arquivos é /var/www/
Configure o mysql, substituindo XXXXXX pela senha que você quiser e CAMELO-UBUNTU pelo hostname da sua máquina:

mysqladmin -u root password XXXXXX

mysqladmin -h root@CAMELO-UBUNTU -u root password XXXXXX  sudo /etc/init.d/mysql restart

Eu aconselho também a instalação do phpmyadmin:

sudo apt-get install phpmyadmin

teste visitando:

http://127.0.0.1/phpmyadmin/

Depois instalamos o wordpress:

sudo apt-get install wordpress

Por default o wordpress é instalado em /usr/share/wordpress
Vamos configurar o apache para trabalhar de maneira inteligente com nosso wordpress, em estilo Debian. Adicione as seguintes linhas ao seu /etc/apache2/apache2.conf

Alias /blog /usr/share/wordpress
Options FollowSymLinks
AllowOverride Limit Options FileInfo
DirectoryIndex index.php

Reinicie seu apache:

sudo sh /etc/init.d/apache2 restart

No seu browser aponte para http://CAMELO-UBUNTU/blog e voilá! Você recebe uma linda mensagem de erro!
Precisamos configurar o wordpress!

Vamos lá! NàO SE ESQUEÇA DE TROCAR O CAMELO-UBUNTU PELO SEU HOSTNAME. NA LINHA ABAIXO blog É O NOME QUE DAREMOS AO BANCO DE DADOS.

sudo chmod +x /usr/share/doc/worpdress/examples/setup-mysql -n blog CAMELO-UBUNTU

se tudo correu bem basta apontar seu browser para http://CAMELO-UBUNTU/blog e você terá sua instalação local do WordPress! Três cliques e pronto!
Use-o como playground para seus temas e templates!



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Ubuntu Linux, 64 ou 32 bits?

July 8th, 2006 Camelo 8 comments

Há uns dois meses estou rodando o Ubuntu Dapper 64 bits aqui em casa. Tudo funciona a contento, no que diz respeito às funcionalidades básicas do Desktop. Não notei nenhuma melhora na velocidade de processamento, e ao pesquisar na web vi que se deve principalmente ao fato dos programadores não usarem ainda todas as funcionalidades que os 64 bits permitem.

Esbarrei todavia em alguns probleminhas contornáveis, relacionados a alguns programas específicos. Contornáveis pois há sempre a possibilidade de rodar, dentro do SO de 64 bits, alguns programas de 32 bits, sob um ambiente de chroot. O plugin Flash para firefox, a capacidade de ver vídeos WMV 9, o Picasa, o Skype e o OpenOffice geralmente se utilizam deste tipo de solução. Funciona, mas tem algumas desvantagens. A primeira de todas é que o usuário iniciante não está preparado para botar o ambiente chroot para funcionar, terá que seguir uma receita de bolo que não entende e muitas vezes pode acabar fazendo bobagens. O segundo é que a solução não se integra bonitinha no Desktop do sistema, não fica “transparente”. Mesmo com uma série de scripts e modificações eu ainda não consigo que o firefox 64 bits, chame o nautilus 32 bits, por exemplo. è possível fazer, mas ainda não pesquei como. E cansei de ter que “pescar” as coisas.
Decidi então voltar à versão de 32 bits, pelo menos até que Flash, Picasa e vídeo. Quero um sistema livre fácil de usar e manter, e escolhi o Ubuntu, uma pérola no oceano. Poderia ter continuado com o Gentoo, que sempre desafiou meus conhecimentos e me fez aprender muito nos dois anos em que o usei. O fascínio do linux é poder botar a mão na massa, e descobrir as muitas possibilidades do sistema. Mas se há um esforço para que seja um sistema mais palatável, é preciso que se trenha a escolha de “fuçar” ou não “fuçar”. E o Ubuntu de 32 bits certamente me deixa mais próximo desta escolha que o de 64 bits.

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AMD64, Linux, Windows e Intel DualCore

June 28th, 2006 Camelo 1 comment

Sendo um usuário de Windows e Linux há alguns anos, e tendo recentemente adquirido um computador com processador AMD64, comecei a pesquisar como melhorar a performance dos Sistemas Operacionais na plataforma de 64 bits.

É preciso esclarecer que a maior parte dos computadores hoje nas mãos dos usuários utilizam processadores de 32 bits. Os processadores de 64 bits foram introduzidos para o consumo das massas a relativamente pouco tempo, tendo como principal vendedor a AMD. Não que a Intel não produza processadores de 64 bits, mas preferiu apostar na venda de processadores Dual Core, que na realidade é um processador de 32 bits com dois núcleos, rodando em paralelo. É este tipo de processador que a Apple adotou em seus novos micros, e que começa a aparecer nos PCs disponíveis no mercado.

Os processadores de 64 bits são mais poderosos que os de 32 bits principalmente por possuir uma quantidade maior de instruções, fazendo com que os programas sejam mais ágeis. É o mesmo tipo de transição que se viveu alguns anos atrás quando o mundo dos 16 bits foi gradualmente abandonado e se entrou no mundo de 32 bits em que vivemos hoje.

As vantagens do processador de 64 bits só é sentida a partir do momento em que os programas passarem a utilizar o novo conjunto de instruções de 64 bits. A base de tudo é o sistema operacional. Um processador de 63 bits consegue rodar um S.O. de 32 bits, mas com performance menor do que o seu potencial. O ideal é rodar um S.O. de 64 bits.

Hoje pode-se escolher entre diferentes distribuições de Linux e o WindowsXP 64-bits Professional Edition (Win64) como sistemas operacionais 64 bits nativos.

Esta afirmação é um tanto falaciosa, pois o Win64 não está disponível no mercado brasileiro. Há relatos de que há ainda muita incompatibilidade entre dispositivos de hardware e o Win64, mas que o suporte a programas de 32 bits é bom. Programas utilizando os 64 bits ainda são escassos. Não posso falar muito por desconhecimento de causa, na minha máquina roda a versão de 32 bits, muito bem, obrigado, e só pretendo mudar quando o Vista vier (espero que já em versão 64 bits e vendido aqui).

Já o Linux é um caso a parte. Escrevo este texto de dentro do Ubuntu 6.06 LTS, 64 bits rodando “redondinho”. As aspas se aplicam pois há ainda falta de suporte para alguns programas, principalmente de código fechado, cuja versão de 32 bits é a única disponível. Os exemplos mais contundente são os plugins Java e Flash, além do Skype e do Open Office 2 e o codec wma/wmv. É bom ressaltar que, devido às licenças de código aberto serem as mais difundidas no mundo linux, a maior parte dos programas usufruem das instruções de 64 bits.

Para poder fazer funcionar os programas de 32 bits específicos, é preciso apelar para uma gambiarra típica de usuários linux. O usuário pode instalar um ambiente de 32 bits dentro do ambiente de 64 bits, e rodar os programas a partir daí. É o método do chroot, muito utilizado até pouco tempo para rodar vários ambientes linux diferentes em uma mesma máquina.

A minha conclusão é que o mundo 64 bits ainda está verde, e precisa ainda de um bom tempo para amadurecer. Poderá ser estimulado a crescer com o Windows Vista, se a Microsoft apostar na plataforma para o ano que vem. Mas acho que a Apple deu o passo mais acertado até o momento, investindo na tecnologia Intel Dual Core, que aumenta a performance dos micros, sem a necessidade de uma migração (Esta é outra falácia visto que muitos programas Apple ainda rodam somente no mundo da plataforma IBM PPC, e não no mundo PC-Intel). Steve Jobs é inovador, mas não tem nada de bobo. Agarra sua fatia de mercado com garras e dentes.

O futuro é 64 bits, sem dúvida. A transição será longa, e eu aposto que será mais suave para aqueles que escolherem a plataforma Dual Core.

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WordPress, temas estilos e templates

June 15th, 2006 Camelo 7 comments

O WordPress é um dos sistemas de conteúdo de Blogs mais usados na Internet. Sua comunidade de usuários é grande, e as possibilidades de personalização do Blog são gigantescas. Há tembém muita documentação sobre ele na Internet,e um codex, que serve de base de conhecimento, onde os usuários mais experientes documentam o WordPress. É uma boa fonte de consulta, mas é em inglês apenas, e a primeira vista pode parecer um tanto confufo, afinal não é um manual clássico. Os usuários brasileiros tem como ponto de encontro e informação uma lista de discussão e o wordpress.com.br, que, infelizmente, desde janeiro se encontra sem movimento.

Eu sou um usuário na média preguiçoso, mas me sinto impelido a escrever um pouco sobre como deixar o WordPress com a cara do usuário. Alerto desde já que não sou expert em nada, apenas um “escovador de bits”, que tem como hobby aprender a fazer coisas por conta própria. Vou tentar ser o mais didático possível, e corro o risco de ser chato ou de repetir as coisas, mas acho que assim, o artigo, apesar de ficar mais pesado, acaba por servir a mais gente. Os programas mostrados neste artigo serão todos Open Source, e os exemplos serão feitos em ambiente linux, mas no Windows ou Mac as diferenças ficam sempre no nível da forma, não do conteúdo.
Considero que você já tem o WordPress intalado e rodando direitinho, seja localmente, seja em um servidor externo. Há um bom tutorial sobre a instalação no blog do Rodrigo Muniz.

O WordPress vem por padrão com dois temas instalados o default e o classic. Existe no painel de controle do WordPress a aba Presentation, onde podemos escolher qual Tema iremos usar, clicando no nome do tema.

Captura_da_tela_Camelo_Manco_____Manage_Themes_____WordPress___Mozilla_Firefox.png
Existem centenas de temas disponíveis para download, basta procurar no Google as palavras “WordPress Themes” e voilá, há temas para todos os gostos.

Vamos aprender a instalar um tema… Procure um tema da sua escolha, só tenha o cuidado de verificar se este tema é feito para a versão do wordpress que você está usando. O arquivo geralmente virá compactado em formato zip. Caso tenha uma conta shell, dê upload do arquivo zipado e descompacte lá dentro, para ganhar tempo. Descompacte localmente e dê o upload da pasta inteira para a pasta wp-contents/themes. Abra o browser, vá em presentatione e escolha o tema. Veja a sua página! De cara nova!

E lá vai o passo a passo! Uma lista de temas pode ser encontrada na página de temas do codex do WordPress. Escolha o tema Connections, da Patrícia Muller, uma brasileira, madrinha da comunidade WordPress. Dê O download do tema e descompacte para uma pasta qualquer.

Captura_da_tela.png Captura_da_tela_Temas___Connections_Descompactado.png
Para dar upload do tema para seu site, depende do sistema opracional e do programa que vocÊ vai usar. No Ubuntu, eu uso o gerenciador de arquivos Nautilus para mapear o FTP, e assim uso o servidor como uma pasta qualquer. No windows, eu recomendo o SmartFTP, gratuito para uso não-comercial e no Mac o CyberDuck, de código aberto. Acredito que no Mac e no Windows também seja possível fazer uma integração como no linux, mas nunca tentei.

No Ubuntu o passo a passo é fácil:

Vá no navegador de arquivos e na aba Arquivo, selecione Conectar ao servidor. A janela seguinte se abrirá:

Captura_da_tela_Conectar_ao_Servidor.png - 17.34 Kb

Escolha em Tipo de Serviço a opçao ftp (com login) e complete os dados que a sua hospedagem lhe informou na inscrição. Um ícone se criará no seu desktp e ao clicar nele você estará dentro do servidor ftp do seu blog.

Encontre o diretório do wordpress e entre nos seguintes diretórios: wp-contents, themes. Lá você verá as pastas dos temas default e classic, que estão instaladas por padrão. Copie a pasta do tema Connections para dentro da pasta themes, de modo que agora teremos 3 pasta dentro dela: default, classic e connections. Vá até seu blog, e escolha a aba presentation. Voilá, agora é so clicar em connections e seu blog estará de roupagem nova, com o tema Connections da Patrícia.

Mas se você quiser mudar a cara do tema? Para que as cores de fundo, dos links, ou das fontes sejam outras? O WordPress te permite modificar tudo e criar seu tema personalizado. Não é um processo trivial, e primeiro é preciso entender um pouco o que é uma página da Web… Vamos tentar nivelar o conhecimento para que fique mais claro e mais fácil entender o que você vai precisar fazer. Vou incluir alguns links para a Wikipedia e outras fontes de conhecimento para quem quiser estudar um pouco mais a fundo os conceitos.
O seu navegador, simplifivando ao máximo, quando vai até uma página qualquer, procura um arquivo no formato HTML, e converte uma série de instruções (ou tags) HTML em letras grandes ou pequenas, no formato que estamos acostumados a ler. Quando você aponta para o site camelomanco.com, na verdade o navegador por padrão aponta para um arquivo de índice deste endereço, chamado geralmente de index.html ou index.htm, e o lê. Para ver a verdadeira cara do camelomanco, usando o Firefox, é só clicar Control-U, e você terá acesso ao código fonte HTML da página principal.
Ou seja, quando você lê o Título do seu blog, seu navegador leu alguma coisa como:

<h1>Camelo Manco<h1>
e traduz para você, automaticamente, em :

Camelo Manco

As primeiras páginas na Internet eram todas feitas assim, e quando era preciso escrever alguma coisa a mais, era preciso editar o arquivo index.php e colocar lá na unha mesmo. Era a época das páginas estáticas. Com o passar do tempo se criaram formas de criar páginas dinãmicas, que é exatamente o caso dos blogs de hoje. O wordpress usa uma linguagem chamada PHP para criar páginas dinãmicas. Se você reparar, não há no diretório principal do seu site WordPress um arquivo index.html, mas há um arquivo index.php. Quando o navegador procura o index.html, a máquina servidora, que hospeda o blog, executa o arquivo index.php. Ao executar este arquivo, a máquina gera um index.html, e envia para seu browser uma página fresquinha, dinamicamente criada. Cada vez que alguém entra no seu site, uma nova página é criada. Por isso, a cada post a página inicial muda, dinamicamente. No seu próprio blog você pode conferir com o uso de Control-U. O arquivo index.php do wordpress começa com o seguinte comando:

< ?php get_header(); ?>

uma função do wordpress que chama arquivo header.php, que por sua vez contem a função:

<h1 id="header" ><a xhref="< ?php bloginfo('url'); ?>/">< ?php bloginfo('name'); ></a><h1>

que diz ao servidor o seguinte:”Pegue no banco de dados do blog em wordpress o nome e o endereço deste blog, e mostre, como resultado final”:

Camelo Manco

Vai aí então um resumão do que se viu até aqui:

1) HTML -> A linguagem que seu navegador lê, e tranasforma naquilo que chamamos de página internet

2) PHP -> Linguagem de programação com capacidade de se comunicar com um banco de dados e que gera arquivos HTML.

Está certo, mas e o WordPress com isso, e a cara do meu blog com isso? Bem, o WordPress é escrito em PHP, e gera páginas HTML. O HTML, também no início da Internet, era usado para colocar conteúdo, ou seja seu post, e para definir a aparência deste conteúdo. Isso não era prático, pois cada vez que tinhamos que mudar uma cor ou uma fonte, por exemplo, era preciso mudar esta informação em vários pontos do arquivo html. Foi então desenvolvida linguagem CSS, cuja única função é definir os estilos que serão usados pelas páginas HTML.

Assim eu posso definir atributos diferentes para diferentes “objetos”. Eu declaro, por exemplo, que cada parágrafo de um novo post, terá um espaçamento de tantos pontos, as letras serão pretas, com fundo marron. Que minha barra lateral será sempre de um dado tamanho, ou que seu tamanho varia de acordo com a resolução do browser. Eu escrevo estas coisas uma vez, e daí em diante, o próprio navegador cuida de colocar cada coisa em seu lugar. Inteligente, não é?

O WordPress usa tão bem esta ferramenta, que, ao contrário de outros sistemas e páginas na Internet se você visualizar seu blog sem o uso do CSS (no firefox é bem fácil, é só ir em Exibir->Estilos de Página-> Nenhum estilo), tudo continua arrumadinho, tirando apenas a cosmética, e mantendo o conteúdo. O CSS pode estar presente na própria página HTML como pode ser definido através de um arquivo externo, com extensão css. No caso do WordPress, o arquivo se chama style.css, e geralmente se encontra na pasta do tema em uso pelo blog.

Agora vou tentar explicar alguns conceitos que muitas vezes confundem a cabeça do pessoal… Qua a diferença de estilo (style), tema (theme) e template?

1) O estilo é definido pelo arquivo style.css, que diz as cores, os espaçamentos, as fontes, entre outros atributos do seu blog. É escrito em linguagem CSS.
2) O template, é um arquivo PHP que serve para gerar uma página, ou parte de uma página, e aonde o estilo vai ser aplicado. O Template define que informações, por exemplo, vou publicar em cada post, e em que ordem: autor em cima ou abaixo do título do post, hora e data ou só data, haverá ou não um campo para comentários? Os templates são formados por comandos do wordpress e são escritos em linguagem PHP.
3) Um tema é um conjunto de templates, de estilos e de imagens (header, background, bullets, etc), empacotados juntinhos.

Nada melhor que ver isso tudo na prática não é? Então vá no menu presentation do WordPress e escolha a aba Theme Editor. Lá você poderá constatar ao lado direito o conjunto de arquivos que compõem um Tema, e nele estará contida uma série de arquivos .php e .css. Os arquivos .php são os templates, e os arquivos .css (na maior parte dos temas é um arquivo único) o estilo.

Captura_da_tela_Camelo_Manco_____Edit_Themes_____WordPress___Mozilla_Firefox.png

Tendo na cabeça estes conceitos bem claros, o próximo artigo será sobre como modificar efetivamente o estilo de um tema.

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Mac e Linux

April 10th, 2006 Camelo 1 comment

Sou agora um fã do Mac, mas não consigo deixar de lado por muito tempo minha atração pelo sistema do Tux. Escrevi minha monografia e minha tese e mestrado usando Kile e Latex, usei muito o Gnucash para controlar minhas descontroladas finanças, enfim, estive sempre mergulhado no mundo opensource. São, afinal, quase 10 anos de envolvimento com o Linux, que me deram satisfações e aporrinhações. No pouco tempo de vida deste Macmini, já instalei nele o Kubuntu e pensei em instalar o Gentoo, mas desisti, é um processo longo, e realmente não estava disposto a gastar tanto tempo com isso.

Quando resolvi levar mais a sério a possibilidade de ter um Mac, pensei que ia me encontrar isolado do mundo, com poucas zonas de fronteira entre o mundo Apple e o outros. Pode ser verdade para um usuário padrão, mas descobri ser um ledo engano se você é um escovador de bits.

Com um pouco de pesquisa, descobri que é possível emular outros sistemas operacionais dentro do OS X. O produto comercial mais conhecido é o Virtual PC da Microsoft, que lhe permite instalar a família Windows e Linux, rodando em uma janela. É claro que sendo um emulador há limitações, principalmente em velocidade e gráfica, mas é uma opção interessante. Coloquei rodando o Windows XP em janela redondinho aqui em casa. Pretendia instalar o Debian também, quando descobri um projeto interessantissímo, o Fink.
Os desenvolvedores do Fink resolveram portar software linux opensource para o Mac, criaram uma minidistribuição debian based, portaram e compilaram uma série de aplicações permitindo rodá-las nativamente sem prejuízo de prestações. Incrível! O mesmo Gnucash, o mesmo Latex e Kile, o Gimp, todos eles estão lá. São jogos, aplicativos, linguagens de programação, um pouquinho de tudo, e é muita coisa mesmo assim. E seguindo a GPL, de uso e distribuição gratuita.

Mais uma vez o Mac me surpreende positivamente. De continente isolado sem fronteiras para o mundo se transformou num ponto de convergência de três sistemas diferentes, principalmente agora, com o lançamento dos novos MacIntel.

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MacMini Upgrade para 1 Gb

April 7th, 2006 Camelo Comments off

O Macmini aqui de casa veio com 512Mb de memória. Pode parecer suficiente à primeira vista, mas eu devo dizer que em alguns momentos me irritava a lerdeza com a qual algumas aplicações rodavam. Comecei a me coçar e liguei para a Apple Store para perguntar a quanto sairia o upgrade. Sem o mínimo pudor a simpática atendente me informou que com a bagatela de R$780,00 meu Mac sairia da loja bonitinho como sempre e com 1 Gb de RAM. Agradeci gentilmente, desliguei o telefone entre o entristecido e o perplexo e decidi procurar o preço nos E.U.A., mais para motivo de comparação mesmo. Abri o navegador e comecei uma procura no Google.

Achei então uma página ensinando a abrir o MacMini, permitindo, assim, que o upgrade pudesse ser feito. Olhei as fotos, aquela faquinha entrando no micro e…refuguei. Não ia meter a faca no bichinho, que custa uma baba, e correr o risco, com a minha delicadeza, de arrebentá-lo todo.

Lendo alguns foruns pela net afora, decobri que a memória PC2700, recomendada pela a Apple, dificílima de achar aqui pelas nossas bandas, poderia ser substituída por uma PC3200, muito mais comum no mercado, a preços que variam de R$180 a R$ 500, dependendo da marca. Mas de que adianta se não podia abrir o Macmini? Achei um video demonstrado o procedimento, parece simples, mas me deu medo!
Pois qual não foi minha surpresa ao descobrir uma forma alternativa para abrir o bendito! Sem faca, sem arranhões, apenas com um pouco paciência e perseverança! Tomei coragem, saí a campo, gastei R$300,00 em uma memória Kingston e passei 30 hora fazendo trabalho de costureira, passa fio de lá, puxa, passa fio de cá, puxa…

Tranquilamente pluguei a memória nova de 1 Gb, passei os 512Mb para o PC, e eureka… Um Macmini incrivelmente mais prestativo…

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Window no iMac Intel… Não é mais especulação!

April 5th, 2006 Camelo Comments off

A Apple desenvolveu e está distribuindo gratuitamente um produto para que os usuários dos novos iMac com chip Intel possam instalar o sistema de Bill Gates. Foi uma notícia de imediato muito interesante para os acionistas da Apple (subiu 10% em um só dia!), visto que a Microsoft domina o mercado de Sistemas Operacionais domésticos e o hardware da Apple é realmente o que há de mais inovoador e user friendly do mercado. Um boom de vendas dos micros é esperado, e eu não duvido nem um pouco que ocorra! Considerando que você queira gastar R$8000 em um computador, você preferiria comprar, sabendo que pode rodar o Windows nos dois micros:

Um iMac com a seguinte especificação:

  • Marca : Apple
    Processador : Intel
    Tecnologia Processador : Intel Core Duo
    Freqüência / velocidade (clock) em GHz : 2.00
    Memória Cache em KB : 2 MB
    Memória em MB : 512
    Memória RAM em Mb : 512
    Padrão Memória : DDR
    Tipo Memória : SDRAM
    Expansão de memória até : 2
    Disco rígido : 250
    Velocidade Leitura CD : 32x
    Velocidade Leitura DVD : 16x
    Velocidade Gravação CD : 24x
    Velocidade Gravação CD-RW : 24x
    Velocidade Gravação DVD : 16x
    Tipo : Super drive
    Disco flexível : Não
    Placa de rede : Ethernet 10/100/1000 BASE-T
    Norma Modem : V92
    Velocidade Modem : 56
    Wireless Integrado : Sim
    Padrão Wireless : 802.11b/g
    Infravermelho : Não
    Bluetooth : Sim
    Portas USB (Total / Frontais) : 5/0
    Portas USB / frontais : 5/0
    Portas FireWire / frontais : 2/0
    Placa de vídeo : ATI Radeon X1600 PCI Express
    Memória Placa Video : 128
    Sistema Operacional : Mac OS X
    Tipo Tela : LCD
    Tamanho Tela : 20
    Resolução Tela : 1440×900
    Bateria : 110 / 220 V
    Voltagem : 110 / 220 V
    Dimensões (LXAXP) em cm : 49,3×47,2×18,9
    Autonomia Bateria em h : 49,3×47,2×18,9
    Peso em kg (sem embalagem) : 10

ou um PC com a seguinte especificação?

  • Marca : Semp Toshiba
    Processador : Intel
    Tecnologia Processador : Pentium 4
    Freqüência / velocidade (clock) em GHz : 2.8
    Memória em MB : 512
    Padrão Memória : DDR
    Disco rígido : 120
    Tipo : Combo
    Placa de rede : Ethernet 10/100 BASE-T
    Velocidade Modem : 56
    Wireless Integrado : Sim
    Padrão Wireless : 802.11 g
    Infravermelho : Sim
    Portas USB / frontais : 5
    Placa de vídeo : AGP 8X
    Memória Placa Video : 128
    Sistema Operacional : Windows XP Home
    Tipo Tela : LCD
    Tamanho Tela : 17
    Dimensões (LXAXP) em cm : 56x38x24
    Particularidades : Sintonizador AM/Fm, Mouse e teclado sem fio

Eu não teria muita dúvida. E pegaria o Apple.

O processador do PC é um P4 , o Apple um Intel Core Duo.
O Hd do PC é metade do tamanha do da Apple.
O tela do Apple é 20”, a do PC é 17”.
O PC tem rádio AM/FM e teclado e mouse sem fio…

Sem falar no design.

Na data de hoje, na FNac, você pode comprar os dois pelo mesmo preço.

É claro que é uma escolha fácil para quem tem muito dinheiro, para mim está fora da realidade.

O programa magnífico que faz rodar o Windows no iMac se chama Boot Camp e será integrado às novas versões do MAC OS X. Rodar WIndows no Mac é fascinante, e já havia sido conseguido antes por alguns hackers, que inclusive divulgaram complicadíssimas receitasd de bolo para aqueles que desejassem se aventurar. O Linux também já roda no novo hardware. Mas aparentemente o Boot Camp facilitará a vida do usuário para que, no mellhor estilo MAC OS X, o usuário tenha que ter trabalho próximo ao nulo para instalar o Windows XP.

Eu não acredito que este passo da Aple fará com que o Mac OS X seja devorado pelo concorrente. Acho que vai acabar sendo mais conhecido, pois vem pré instalado nos micros quando forem comprados, e será preciso acessá-lo par a instalar o Windows. E posso apostar que ele é tão capaz de seduzir as pessoas quanto o magnífico design da empresa de Steve Jobs.

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WordPress 2.02

March 17th, 2006 Camelo Comments off

Acabei de dar upgrade na versao do WordPress, para corrigir uma falha de segurança. Espero que tudo funcione a contento…

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Agora sim

January 31st, 2006 Camelo Comments off

Acentuação funcionando perfeitamente!

Já navego com meu Palm pela internet via bluetooth, mas sincronização só pela USB.

Estamos melhorando!

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