Archive

Archive for the ‘Rio de Janeiro’ Category

E-mail da amiga Ana! Clássica corrente na Internet também conhecido como o amor e sopa de legumes não combinam.

October 20th, 2006 Camelo 1 comment
Já havia recebido este e-mail alguns anos atrás, e achei o texto muitíssimo engraçado. Decidi compartilhar pois acho que todos merecemos boas risadas! Divirtam-se!Amiga:
Conforme minha promessa, estou enviando um e-mail contando
as  novidades  da minha primeira semana depois de ser transferida pela firma para o Rio de Janeiro. Terminei hoje de arrumar as coisas no meu novo  apartamento.
Ficou  uma gracinha, mas estou exausta. São dez da noite e já  estou pregada.

Segunda-Feira: Cheguei na firma e já adorei. Entrei no elevador quase o mesmo instante que o homem mais lindo desse planeta. Ele é loiro, tem olhos verdes e o corpo musculoso parece querer arrebentar o terno.
Lindooooo!
Estou apaixonada. Olhei disfarçadamente a hora no meu
relógio de pulso e fiz uma promessa de estar parada defronte ao elevador todos os dias a essa mesma hora. Ele desceu no andar da engenharia. Conheci o pessoal do setor, todos foram atenciosos comigo. Até o meu chefe foi super delicado.
Estou maravilhada com essa cidade. Cheguei em casa e comi comida
enlatada.
Amanhã vou a um mercado comprar alguma coisa.
Terça-Feira: Amiga! Precisava contar. Sabe aquele homem de
quem falei?
Ele olhou para mim e sorriu quando entramos no elevador.
Fiquei sem ação  e abaixei a cabeça. Como sou burra! Passei o dia no trabalho pensando que preciso fazer um regime. Me olhei no espelho hoje de manhã e estou com  uma barriguinha indiscreta. Fui no mercado e só comprei coisinhas leves:
biscoitos, legumes e chás. Resolvido! Estou de dieta.

Quarta-Feira: Acordei com dor-de-cabeça. Acho que foi a
folha de alface ou o biscoito do jantar. Preciso manter-me firme na dieta.
Quero emagrecer dois quilos até o fim-de-semana. Ah! O nome dele é Marcelo.
Ouvi um amigo dele falando com ele no elevador. E ainda tem
mais: ele desmanchou o noivado há dois meses e está sozinho. Consegui sorrir para ele quando entrou no elevador e me  cumprimentou. Estou  progredindo, né?
Como faço para me insinuar sem parecer vulgar? Comprei um
vestido dois números menor que o meu. Será a minha meta.
Quinta-Feira: O Marcelo me cumprimentou ao entrar no
elevador. Seu sorriso iluminou tudo! Ele me perguntou se eu era a arquiteta que viera transferida de Brasília e eu só fiz: “U-hum”… Ele me perguntou se eu estava gostando do Rio e eu disse: “U-hum”. Aí ele perguntou se eu já havia  estado antes aqui e eu disse: “U-hum”. Então ele perguntou se eu só sabia falar  ”U-hum”
e eu respondi: “à-hã”. Será que fui muito evasiva?
Será que eu deveria ter falado um pouco mais? Ai, amiga!
Estou tão apaixonada! Estou resolvida! Amanhã vou perguntar se ele não gostaria de  me mostrar o Rio de Janeiro no final de semana. Quanto ao resto, bem…
ando com muita enxaqueca. Acho que vou quebrar meu regime hoje. Estou fazendo uma sopa de legumes. Espero que não me engorde demais.
Sexta-Feira: Amiga! Estou arruinada! Ontem à noite não
resisti e me empanturrei. Coloquei bastante batata-doce na sopa, além de couve, repolho e beterraba. Menina, saí de casa que parecia um caminhão de lixo.
Como eu peidava! (nossa! Você não imagina a minha vergonha de
contar isto, mas se eu não desabafar, vou me jogar pela janela!). No metrô, durante o trajeto para o trabalho, bastava um solavanco para eu soltar um futum que nem eu mesma suportava. Teve um momento em que alguém dentro do trem gritou:
 ”Aí!
Peidar até pode, mas jogar merda em pó dentro do vagão é muita sacanagem!”
Uma senhora gorda foi responsabilizada. Todo mundo olhava
para ela, tadinha. Ela ficou vermelha, ficou amarela, e eu
aproveitava cada mudança de cor para soltar outro. O meu maior medo era prender e sair um barulhento. Eu estava morta de vergonha. Desci na estação e parei atrás  de uma moça com um bebê no colo, enquanto aguardava minha vez de sair pela roleta.
Aproveitei e soltei mais um. O senhor que estava na frente
da mulher com  o bebê virou-se para ela e disse: “Dona! É melhor a senhora jogar esse bebê fora porque ele está estragado!”. Na entrada do prédio onde  trabalho tem uma senhora que vende bolinhos, café, queijo, essas coisas de camelô.

Pois eu ia passando e um freguês começou a cheirar um pastel,
justo na hora em que o futum se espalhou. O sujeito jogou o pastel no lixo e reclamou:

“Pô,dona Maria! Esse pastel tá bichado!”
Entrei no prédio resolvida a subir os dezesseis degraus
pela escada.
Meu azar foi que o Marcelo ficou segurando a porta,
esperando que eu entrasse. Como não me decidia, ele me puxou pelo braço e apertou o botão do meu andar. Já no terceiro andar ficamos sozinhos. Cheguei a me sentir aliviada, pois assim a viagem terminaria mais rápido.
Pensei rápido demais.

O elevador deu um solavanco e as luzes se apagaram. Quase
 instantaneamente a iluminação de emergência acendeu. Marcelo sorriu (ai, aquele sorriso…)
e disse que era bruxa da sexta-feira. Era assim mesmo, logo
a luz voltaria, não precisava se preocupar. Mal sabia ele que eu estava mesmo preocupada.
Amiga, juro que tentei prender. Mas antes que saísse com estrondo,  deixei escapar.
Abaixei e fiquei respirando rápido, tentando aspirar o
máximo possível, como se estivesse me sentindo mal, com falta de ar. Já se imaginou numa situação dessas? Peidar e ficar tentando aspirar o peido para que o homem mais lindo do mundo não perceba que você peidou? Ele ficou muito preocupado comigo e, se percebeu o mau cheiro, não o demonstrou.
Quando achei que a catinga havia passado, voltei a respirar normal. Disse para ele que eu era claustrófoba. Mal ele me ajudou a levantar, eu não consegui prender o segundo, que saiu ainda pior que o  anterior. O coitado dessa vez ficou meio azulado, mas ainda não disse nada. Abaixei novamente e fiquei respirando rápido de novo, como uma mulher em estado de parto. Dessa vez Marcelo  ficou
afastado, no canto mais distante de mim no elevador.
Na ãnsia de disfarçar, fiquei olhando para a sola dos meus
sapatos, como se  estivesse buscando a origem daquele fedor horroroso. Ele ficou lá, no canto, impávido. Nem bem o cheiro se  esvaiu e veio outro.
Ele se  desesperou e começou a apertar a campainha de emergência. Coitado! Ele esmurrou a porta, gritou, esperneou, e eu lá, na respiração  cachorrinho. Quando a catinga  dissipou, ele se acalmou. As lágrimas começaram a escorrer pelos meus olhos. Ele me viu chorando, enxugou meus olhos e disse: “Meus  olhos também estão ardendo…” Eu juro que pensei que ele fosse dizer algo bonito. Aquilo me magoou profundamente. Pensei: “Ah, é,  FDP? Então
acabou a respiração cachorrinho…” Depois disso, no primeiro ele

cobriu o rosto  com o paletó. No segundo, enrolou a cabeça. No terceiro, prendeu a respiração, no quarto, ele ficou roxo. No quinto, me sacudiu pelos braços e berrou:
“Mulher! Pára de se cagar!”. Depois disso ele só chorava.

Chorou como um bebê até sermos resgatados, quatro horas depois. Entrei no escritório e pedi minha transferência para outro lugar, de preferência outro País.

(Apague este e-mail depois de ler, tá?) Sua amiga, Ana.

Categories: Lento Mancar, Rio de Janeiro Tags:

Rio de Janeiro, violência e eleição

October 4th, 2006 Camelo Comments off

Hoje, passando pela Praça XV, parei em uma banca de jornal para comprar O Lance. Hoje tem Fla-Flu e eu estou me programando para assitir o jogo no Maraca. A banca, não estava com os jornais em exposição nas laterais, como todos os dias. O jornaleiro me disse que não os estava mais colocando, pois um bando de pivetes estava se aproveitando da aglomeração de pessoas ali para assaltar os leitores.

Este mês escolheremos quem será o ocupante da cadeira de governador do Estado do Rio de Janeiro, se será Denise Frossard, do PPS, apoiada pelo prefeito César Maia do PFL, ou se será Sérgio Cabral filho, do PMDB, apoiado pelo casal Garotinho. Nos últimos anos a política do Estado está sempre entre estes dois feudos políticos, César e Garotinho, com vantagem para o último. Denise e Cabral, porém, apesar de apadrinahdos pelos caciques, não são criaturas destes e podemos esperar de ambos uma certa autonomia. Mas é evidente que seja qual for o eleito, a política de segurança deve urgentemente ser revista.

Pela Praça XV passam dezenas de milhares de pessoas por dia, vindas de todas as partes do Rio e também de cidades vizinhas, como Niterói. É certamente uma escolha lucrativa para a atuação dos larápios. Mas os pivetes que estavam assaltando os leitores da banca de jornais não são larápios pura e simplesmente. Fazem parte de uma população de rua que faz da Praça XV e entorno sua casa, que dorme debaixo do elevado da perimetral, que conhece cada pedrinha portuguesa dali. Não poucas vezes, quando tenho que chegar cedo no Centro da cidade, os vejo acordando, urinando, defecando e até mesmo “namorando” enquanto o dia nasce. Sublinhe-se que não são apenas jovens, mas também adultos e idosos os moradores da Praça XV.
A responsabilidade por tirar estes  pobres-diabos das ruas, sejam eles marginais ou não, é da prefeitura. A responsabilidade por impedir que os mesmos assaltem e furtem, é da Polícia Militar, que responde ao governo estadual. As ações deveriam ser feitas em conjunto, mas não o são. A Praça XV é apenas um exemplo de fácil identificação da falência da interação entre Estado e Prefeitura, e da falência das políticas públicas de César e Rosinha Garotinho em relação à segurança.

O pobre jornaleiro, com a atitude agitada de quem está angustiado,  me pediu desculpas pela situação. E eu me perguntei em quem devo votar para Governador, neste segundo turno. Até agora só ouvi falar da grande violência, gerada pelo tráfico de droga, cuja origem cada esfera do poder joga para a outra. Mas e os pequenos crimes, os pequenos furtos, que ocorrem nos ônibus, nas praças, nas esquinas? Qual é a desculpa para que não sejam combatidos com a firmeza que a lei proporciona? Como fazer a profilaxia para que não ocorram?

Casi  Denise e Cabral não se pronunciem mais uma vez o votar se tornará um parto, e a escolha  uma roleta russa.

Categories: Brasil, Política, Rio de Janeiro Tags:

Orkut, o Ministério Público e a Internet

September 12th, 2006 Camelo Comments off

O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro decidiu acionar a Google Brasil pelo conteúdo ilegal hospedado no Orkut, escreve O Globo Online. Muito me questiono quanto ao oportunismo desta investida, me parece uma “resposta” à sociedade pela morte dos jovens no acidente da lagoa dia 3/09.

Como será possível controlar o Orkut? O site de relacionamento virou uma febre no Brasil, e as pessoas se escancaram inocentemente, deixando à mostra informações pessoais dos mais variados tipos, a começar pela sua lista de amigos. Serve   de ponto de encontro das mais diferentes tribos, de cientistas a adolescentes, que criam comunidades de afinidades, para compartilhar experiências e fazer novas amizades.

Redes de relacionamento sempre fizaram sucesso no Brasil, quem viveu no Rio nos anos 80 provavelmete já ouviu falar da linha ou de quem fez parte dela, lesando a Telerj em linhas cruzadas “de graça”, precursora ilegal da teleconferência.

O site já faz tanto sucesso que muitas empresas fazem marketing viral por lá, dissiminando sua marca de forma inteligente e sublimar.

Uma rede com tamanho potencial e com tanta gente participando vira claramente também alvo de espertalhões de todos os níveis. Todos os dias recebo mensagens no Orkut de um candidato a deputado estadual cara de pau, que sem vergonha nenhuma invade minha vida com sua propaganda. Acredito mesmo que esta atitude possa ser interpelada pela Justiça Eleitoral. Não há dúvidas que há pedófilos e torcedores assassinos no Orkut, além de muitos outros tipos sinistros. Mas isso certamente há no seu prédio e você nem desconfia.

O Ministério Público, ao invés de tentar obrigar a Google a simplesmente tirar do ar as páginas dos pervertidos e as comunidades dos inconsequentes, deveria fazer como faz a PM  e a Civil do RJ, sempre tão criticadas (e muitas vezes com toda a razão), e MONITORAR o comportamento destes marginais. Quem são os frequentadores destas comunidades que fazem a apologia de crimes? São menores? Na hora que um juiz de infancia e juventade mandar uma cartinha para os pais dizendo que tem provas que seu filho abusa de alcool e por isso ele deve ser submetido a algum ônus, rapidamente a coisa muda de figura.  Use-se o orkut para monitorar o círculo de amizade do pedófilo. É preciso saber usar para o bem comum o poder da tecnologia, e não culpar a tecnologia pelos desvios de criminosos.

Ô Ministério Público, Ô Sr. Marfan Vieira, vamos abrir os olhos e perceber que responsabilizar o Google não resolve nada! Forçar o Google a dar os dados das pessoas, só abre precedentes assustadores que podem no futuro ser explorados por oportunistas, lesando inocentes! Vamos fazer trabalho investigativo sério, usando os póprios recursos que o Orkut (e a Internet em Geral) nos dá! Não queremos cala a boca, queremos resultados sérios.

Imagine que o Google decida acabar com seu serviço Orkut, afinal está dando problemas legais demais… Os usuários vão migrar para outro serviço com uma rapidez absurda. Já há dezenas na Internet (Gazzag, Hi5, My Spaces, entre outros!). E de empresas que nem no Brasil estão para ser acionadas.

A Internet é hoje um universo mutável, de liberdade de informação, em contínua evolução e impossível de controlar. Os métodos tradicionais de cerceamento das liberdades em nome do “bem comum” não se aplicam a ela. Sejamos humildes de entendê-lo e também inteligentes, vamos usar a cabeça e trazer a tecnologia para o lado do bem. Tenho certeza que será muito mais produtivo, dará melhores resultados e nos fará viver em um mundo online mais seguro.

Categories: Brasil, Política, Rio de Janeiro Tags:

Programa de Índio em pleno domingo

July 4th, 2006 Camelo Comments off

Este domingo estive na Zona Sul, e resolvi almoçar com amigos de amigos. Eu queria ir ao Aurora, comer uma lula com arroz e brócolis deliciosa, barata e rapidinha. Fui voto vencido e acabei no Baixo Gávea, no Braseiro da Gávea, ponto tradicional da galera zona sul. Quando chegamos fiquei contente, estava lotado! O bom senso diz que, nestes casos, o melhor é ir a um outro restaurante, e o Aurora já estava na ponta da língua. Qual não foi minha surpresa ao perceber que minhas companhias estavam mais do que satisfeitas com a situação! Pediram chopp em pé, bolinho de bacalhau, as cucuias e eu, em cólicas de cólera! Uma hora e meia do meu domingão, de pé, esperando para gastar um baba, com um rango que não é nem tudo isso! A única e última vez. Na próxima serei mal educado, pego o carro e pico a mula.

Dentro do restaurante os garçons atabalhoados são incapazes de te atender de forma decente, afinal, se você esperou em pé esse tempo todo para comer, pode esperar mais um pouco. Derepente uma mesa de globais se forma com agilidade! Sem espera os atores e atrizes são logo atendidos. Tiveram a preferência pois são globais.

Esse “favorecimento” não é o que me deixou mais perplexo. Isso eu já conhecia faz tempo, é de praxe em casas “da moda”, nem que seja da moda alternativa do Baixo Gávea. O que me deixou em estado de choque foi o comportamento das pessoas na nossa mesa. Começou um “Olhá só quem chegou!”, logo seguido por uma série de versões sobre casamentos, namoros, uso de drogas, vida pessoal, aparência e afins dos famosos. Que vergonha, que chato.

Eu era o único carioca na mesa, e ainda tive que conviver com uma série de afirmações sobre os “cariocas”, de gente que vive no RIo a 10 anos, mas nunca saiu do “circuitão” zona sul, qualquer que ele seja. Pessoas que vivem se alimentando de esteriótipos, que afirmam as coisas de forma leviana, sem maldade, mas sem conhecimento. Foi triste. Foi chato. Foi irritante. Me custou muita paciência não ser mal educado.

Depois do almoço me acalmei, de barriga cheia, deixei o povo chato para trás e acabei no Rio Design tomando capuccino e comendo bolo de banana. Que paz e felicidade!

Categories: Bloglife, Lento Mancar, Rio de Janeiro Tags: