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Archive for the ‘Política’ Category

A biblioteca…

May 11th, 2008 Camelo Comments off

No meu apartamento no Recreio dos Bandeirantes há dois quartos: o quarto do casal, e o quarto de visitas. O quarto de visitas funciona mais como um escritório e é onde tudo se entulha. Há computador, impressora, material de escritório, documentos, papéis a não ter fim e livros, muitos livros. Por baixo eu e Carol devemos ter juntos uns 300 livros, sem contar as revistas, que vão de National Geographic até quadrinhos. Está tudo entulhado em uma estante que não foi pensada para comportar tantos livros. A livralhada toda jogada e apertada na estante deixa o aspecto do escritório bem desarrumado. Temos um real problema de espaço. Com a possibilidade concreta de em um futuro próximo irmos parar em algum país da África, pensamos em “esvaziar” o escritório, ou ao menos deixá-lo mais arrumado. Além de jogar muita porcaria no lixo, precisamos arrumar melhor os livros, provavelmente em um móvel novo. Eu acho que o ideal é arruma um móvel com porta, para proteger os livros da poeira, que fatalmente vai acumular em um apartamento fechado.
 
Nesses momento de mudanças surgem algumas oportunidades de melhorar as coisas. Já há alguns anos que eu tinha a idéia de organizar a biblioteca, catalogar os livros no computador, até para se ter uma visão mais clara de tudo aquilo que nós temos. Mas a trabalheira danada e a falta de uma ferramenta que facilitasse a inserção dos dados de cada livro sempre me fizeram deixar isso pra lá. Hoje em dia há uma série de programas que automatizam esse trabalho ao máximo. Com o auxílio de um leitor de código de barras ou mesmo de uma webcam adaptada parar ler código de barras, é possível consultar a Amazon, a Biblioteca do Congresso Americano e tantas outras fontes, e pegar os dados dos livros. Se o livro não tem código de barras, os programas procuram pelo ISBN do livro e completam todas as informações básicas e em algumas vezes até mesmo a foto da capa do livro. Usa os serviços da megalivraria online Amazon ou de bibliotecas que liberam a pesquisa em seus bancos de dados através do protocolo Z39.50. Maravilhoso!

Mas nem tudo são flores. Apesar de termos acesso ao catálogo da Biblioteca Nacional online, nāo é permitido o acesso direto ao banco de dados. E entrei em contato com a BN por e-mail em 2006 perguntando pelo acesso:

Data: Sun, 25 Jun 2006 23:54:16 -0300
De: viniciusxp@…
Assunto: Fale Conosco
Para: pesquisa@bn.br

Mensagem: Gostaria de informações de como obter permissão para a
utilização do servidor que disponibiliza a visualização do acervo da
Biblioteca Nacional, através dos protocolos YAZ e Z39.50.

Está disponível o acesso para pessoa física?

Desde já agradecido,

Vinícius

A resposta veio depois de alguns dias:

Em 26/06/06, pesquisa@bn.br < pesquisa@bn.br> escreveu:
> Sua mensagem está sendo redirecionada para a Coordenadoria de Informação
> Bibliográfica.
> Atenciosamente,
> Eliane Perez
> Coordenadoria de Pesquisa

E essa mensagem ficou sem resposta… Acabou que fui para Angola, vim para a Tunísia e o assunto foi deixado para segundo plano…

Mas depois de ler uma entrevista no JB do Sr. Muniz Sodré, presidente da BN, , falando sobre a digitalização da Biblioteca, resolvi tentar novamente:

para: presidencia@bn.br
data:cleardot.gif3 de janeiro de 2008 04:31
assunto: cleardot1.gifAcesso informático à Biblioteca Nacional

Bom dia,

gostaria de obter uma resposta a esta solicitação, enviada ainda em
2006 à biblioteca. Tenho ainda interesse em obter o acesso ao banco de
dados da BN. Li em O Globo que o Dr. Muniz Sodré está trabalhando pela
digitalização do acervo.
É possível o acesso às pessoas físicas?

Agradecido,

Vinicius Provenzano

A resposta chegou alguns dias depois:

de cleardot2.gifLiana Gomes
para cleardot3.gifviniciusxp@
datacleardot4.gif7 de janeiro de 2008 15:19
assuntocleardot5.gifAcesso as bases de dados da Biblioteca Nacional
Prezado Senhor,
Vinicius Provenzano
 
Em relação a sua solicitação de acesso aos serviores de dados da BN através protocolo Z39.5, vimos informar que o acesso as bases de dados de imagens da BN Digital) estão disponíveis somente para consulta, não sendo permitido o download de registros.
Atenciosamente,
 
Liana Gomes Amadeo
Diretora do Centro de Processos Técnicos
Fundação Biblioteca Nacional

Não fiquei satisfeito com a resposta e liguei para a Diretora Liana Gomes Amadeo. A princípio me pareceu incomodada com minha solicitação, mas depois de entender melhor minha motivação se mostrou muito gentil e me explicou que a BN disponibiliza este tipo de pesquisa somente a algumas poucas instituições afiliadas/conveniadas. Percebi que havia uma preocupação em preservar a Biblioteca Nacional de ter seu banco de dados roubado, talvez por um Google qualquer. Não tendo o que mais discutir desliguei o telefone.

Como esse problema de organizar minha biblioteca é recorrente no meu caso, deve ser no caso de outros. E mesmo de verdadeiras bibliotecas, públicas e privadas, nas escolas e cidades por este país afora. Como seria mais prático ter acesso a esse acervo de forma mais simples!

A Biblioteca Nacional já tem o serviço funcionando. A página de catálogos consulta este serviço para exibir seus resultados. Mas este serviço deveria ser aberto ao público, preferencialmente de forma gratuita. Façam um espelho do banco de dados, vamos progredir!!!!!

Ministro Gil dá uma força aí!

Quem sabe um dia…

Italianos e Inglês…

July 29th, 2007 Camelo Comments off

Lendo um artigo no Paca Manca, me lembrei do “The Italian Man who went to Malta” e das risadas que dei quando ouvi isso, ainda na faculdade, mp3, na salinha da Falácia… Velhos tempos…

Espero que ela já tenha visto, ou veja logo, assim ao menos dá umas risadas dos erros dos seus alunos!

Trazendo pra perto um pouco de casa…

July 13th, 2007 Camelo Comments off

Com ajuda da Internet para encurtar as distâncias eu quase todos os dias tenho notícias de casa. Tenho construído uma rotina diária de plugar o iPod no computador toda noite e pela manhã ir para o trabalho ouvindo os podcasts da CBN. É engraçado pensar que os mesmos comentaristas que eu ouvia pela manhã indo da Barra ao Centro me acompanham do Lac a Charguia II. Aqui em Tunis, há rádios em Árabe e em Francês, transmitidas daqui mesmo, e algumas estações em italiano, que chegam devido à vizinhança com a Sicília. Na maior parte do tempo só há música, poucas notícias do resto do mundo, acaba sendo fácil ficar bitolado por estas bandas.
Aqui ninguém fala de pan-americano, o que me parece até razoável, afinal estamos na África. A Copa América interessa pouco ao pessoal, mas tem quem esteja doido pro Brasil apanhar da Argentina para poder me dar uma zoada, principalmente os italianos do trabalho. Os tunisianos todos do escritório já foram devidamente doutrinados e sabem que a Argentina deve ser devidamente agourada. E depois que preguei um poster do Fluminense Campeão da Copa do Brasil na parede do escritório, italianos e tunisianos, todos foram convertidos às três cores que traduzem tradição.
Deve fazer mais de um mês que não acendo a TV em casa, e minha única fonte de informação é a Internet. Pra dizer a verdade não sinto a mínima falta. Afinal o campeonato brasileiro não é transmitido por estas bandas ao vivo, só em reprise. Jornal eu leio online.
A distância de casa não me impede porém de ter um juízo formado sobre a situação do nosso país. A roubalheira que tenho visto nos noticiários não me impressiona. O que me impressiona é a cara de pau dos políticos e a apatia do presidente. Quando houve a crise que implodiu o PT por dentro, mostrando as vísceras podres para população, Lula se fingir de morto era mais do que esperado, apesar de ser uma atitude covarde. Mas agora é demais. A falta de credibilidade, seja do governo, seja da oposição, é tanta, que não há quem possa leventar a voz e falar grosso. O Senado brasileiro, que tanto enche a boca para se dizer uma instituição centenária, deveria ser uma garantia institucional de seriedade e de retidão. Mas infelizmente demonstra apenas que é corporativista e alcova de criminosos. Não se pode pedir que outros países nos respeitem no com´rcio e nas relações internacionais se nem mesmo nossos representantes eleitos nos respeitam. Porque é demasiada desfaçatez o que estão fazendo com o Brasil. Uma pena que depois de tantos anos de ditadura a democracia haja se tornado essa piada de mal gosto que vemos todos os dias. O povo brasileiro merece um pouco mais de seriedade.

Rio de Janeiro, violência e eleição

October 4th, 2006 Camelo Comments off

Hoje, passando pela Praça XV, parei em uma banca de jornal para comprar O Lance. Hoje tem Fla-Flu e eu estou me programando para assitir o jogo no Maraca. A banca, não estava com os jornais em exposição nas laterais, como todos os dias. O jornaleiro me disse que não os estava mais colocando, pois um bando de pivetes estava se aproveitando da aglomeração de pessoas ali para assaltar os leitores.

Este mês escolheremos quem será o ocupante da cadeira de governador do Estado do Rio de Janeiro, se será Denise Frossard, do PPS, apoiada pelo prefeito César Maia do PFL, ou se será Sérgio Cabral filho, do PMDB, apoiado pelo casal Garotinho. Nos últimos anos a política do Estado está sempre entre estes dois feudos políticos, César e Garotinho, com vantagem para o último. Denise e Cabral, porém, apesar de apadrinahdos pelos caciques, não são criaturas destes e podemos esperar de ambos uma certa autonomia. Mas é evidente que seja qual for o eleito, a política de segurança deve urgentemente ser revista.

Pela Praça XV passam dezenas de milhares de pessoas por dia, vindas de todas as partes do Rio e também de cidades vizinhas, como Niterói. É certamente uma escolha lucrativa para a atuação dos larápios. Mas os pivetes que estavam assaltando os leitores da banca de jornais não são larápios pura e simplesmente. Fazem parte de uma população de rua que faz da Praça XV e entorno sua casa, que dorme debaixo do elevado da perimetral, que conhece cada pedrinha portuguesa dali. Não poucas vezes, quando tenho que chegar cedo no Centro da cidade, os vejo acordando, urinando, defecando e até mesmo “namorando” enquanto o dia nasce. Sublinhe-se que não são apenas jovens, mas também adultos e idosos os moradores da Praça XV.
A responsabilidade por tirar estes  pobres-diabos das ruas, sejam eles marginais ou não, é da prefeitura. A responsabilidade por impedir que os mesmos assaltem e furtem, é da Polícia Militar, que responde ao governo estadual. As ações deveriam ser feitas em conjunto, mas não o são. A Praça XV é apenas um exemplo de fácil identificação da falência da interação entre Estado e Prefeitura, e da falência das políticas públicas de César e Rosinha Garotinho em relação à segurança.

O pobre jornaleiro, com a atitude agitada de quem está angustiado,  me pediu desculpas pela situação. E eu me perguntei em quem devo votar para Governador, neste segundo turno. Até agora só ouvi falar da grande violência, gerada pelo tráfico de droga, cuja origem cada esfera do poder joga para a outra. Mas e os pequenos crimes, os pequenos furtos, que ocorrem nos ônibus, nas praças, nas esquinas? Qual é a desculpa para que não sejam combatidos com a firmeza que a lei proporciona? Como fazer a profilaxia para que não ocorram?

Casi  Denise e Cabral não se pronunciem mais uma vez o votar se tornará um parto, e a escolha  uma roleta russa.

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Orkut, o Ministério Público e a Internet

September 12th, 2006 Camelo Comments off

O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro decidiu acionar a Google Brasil pelo conteúdo ilegal hospedado no Orkut, escreve O Globo Online. Muito me questiono quanto ao oportunismo desta investida, me parece uma “resposta” à sociedade pela morte dos jovens no acidente da lagoa dia 3/09.

Como será possível controlar o Orkut? O site de relacionamento virou uma febre no Brasil, e as pessoas se escancaram inocentemente, deixando à mostra informações pessoais dos mais variados tipos, a começar pela sua lista de amigos. Serve   de ponto de encontro das mais diferentes tribos, de cientistas a adolescentes, que criam comunidades de afinidades, para compartilhar experiências e fazer novas amizades.

Redes de relacionamento sempre fizaram sucesso no Brasil, quem viveu no Rio nos anos 80 provavelmete já ouviu falar da linha ou de quem fez parte dela, lesando a Telerj em linhas cruzadas “de graça”, precursora ilegal da teleconferência.

O site já faz tanto sucesso que muitas empresas fazem marketing viral por lá, dissiminando sua marca de forma inteligente e sublimar.

Uma rede com tamanho potencial e com tanta gente participando vira claramente também alvo de espertalhões de todos os níveis. Todos os dias recebo mensagens no Orkut de um candidato a deputado estadual cara de pau, que sem vergonha nenhuma invade minha vida com sua propaganda. Acredito mesmo que esta atitude possa ser interpelada pela Justiça Eleitoral. Não há dúvidas que há pedófilos e torcedores assassinos no Orkut, além de muitos outros tipos sinistros. Mas isso certamente há no seu prédio e você nem desconfia.

O Ministério Público, ao invés de tentar obrigar a Google a simplesmente tirar do ar as páginas dos pervertidos e as comunidades dos inconsequentes, deveria fazer como faz a PM  e a Civil do RJ, sempre tão criticadas (e muitas vezes com toda a razão), e MONITORAR o comportamento destes marginais. Quem são os frequentadores destas comunidades que fazem a apologia de crimes? São menores? Na hora que um juiz de infancia e juventade mandar uma cartinha para os pais dizendo que tem provas que seu filho abusa de alcool e por isso ele deve ser submetido a algum ônus, rapidamente a coisa muda de figura.  Use-se o orkut para monitorar o círculo de amizade do pedófilo. É preciso saber usar para o bem comum o poder da tecnologia, e não culpar a tecnologia pelos desvios de criminosos.

Ô Ministério Público, Ô Sr. Marfan Vieira, vamos abrir os olhos e perceber que responsabilizar o Google não resolve nada! Forçar o Google a dar os dados das pessoas, só abre precedentes assustadores que podem no futuro ser explorados por oportunistas, lesando inocentes! Vamos fazer trabalho investigativo sério, usando os póprios recursos que o Orkut (e a Internet em Geral) nos dá! Não queremos cala a boca, queremos resultados sérios.

Imagine que o Google decida acabar com seu serviço Orkut, afinal está dando problemas legais demais… Os usuários vão migrar para outro serviço com uma rapidez absurda. Já há dezenas na Internet (Gazzag, Hi5, My Spaces, entre outros!). E de empresas que nem no Brasil estão para ser acionadas.

A Internet é hoje um universo mutável, de liberdade de informação, em contínua evolução e impossível de controlar. Os métodos tradicionais de cerceamento das liberdades em nome do “bem comum” não se aplicam a ela. Sejamos humildes de entendê-lo e também inteligentes, vamos usar a cabeça e trazer a tecnologia para o lado do bem. Tenho certeza que será muito mais produtivo, dará melhores resultados e nos fará viver em um mundo online mais seguro.

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Xô Sarney

September 6th, 2006 Camelo 6 comments
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A luta da Humanidade por humanidade

June 28th, 2006 Camelo Comments off

Lendo hoje o relato do meu amigo Gianni Dal Mas sobre sua luta na República Dominicana contra o tráfico de seres humanos, vejo o quanto a vida vale pouco nos países da periferia, inclusive o Brasil. Apesar de estar escrito em italiano, recomendo a leitura.

Homo hominis lupo nunca foi tão verdade. A imprensa brasileira relata com uma indiferença ímpar, para não dizer cinismo, a operação da polícia paulista em que foram mortos 13 pessoas, bandidos, em ação preventiva. A mesma estratégia adotada por Israel contra os terroristas palestinos. É incrível o quanto a sociedade é conivente com a violência, que nos inunda todos os dias, em seus mais diferentes aspectos. É violência quando somos roubados nos sinais, quando somos roubados pela corrupção, quando deixamos de sair à noite por medo.

Os problemas que enfrentamos são muitos, e se misturam nos mais diferentes níveis. E infelizmente o tratamento de problemas por parte de sociedade é sempre feito de forma açodada e temerária, criando os germes de mais problemas, em um movimento cíclico que se retro-alimenta.

Hoje vivemos com medo de acabarmos parte de uma estatística osbre violência.

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Um país de Luizinhos, Nicolaus, Lulas e afins

May 22nd, 2006 Camelo 1 comment

Achei este post no site do Neto Cury, e devo dizer que fiquei chocado. É claro que o e-mail que ele recebeu pode ser uma espúria calúnia com o intuito de afetar a honra do Professor Luizinho. É bem possível que tudo não passe de uma mentira muito bem contada. Mas certo é que não me causaria espanto nenhum que qualquer membro da quadrilha, petista ou não, mensaleiro ou não, seria capaz de uma coisa assim. Torneiro mecãnico, metarlúgico, sindicalista, médico, fazendeiro, industrial, bispo, pastor, taxista ou professor, não faz diferença nenhuma. Bem, talvez diferença na qualidade gramatical mas é só.
Nossa classe política, a quem me refiro carinhosamente de quadrilha, não tem nenhum respeito com o cidadão comum. É muito fácil, nas varandas do poder, distribuir cusparadas nos olhos do povo, seja ele rico, pobre, remediado. Cada vez mais estou convencido de que a única solução para o país é um choque de vergonha na cara.

O legislativo está podre, com as mão chafurdando na bosta. Nosso executivo está, como sempre esteve, refem de polpudas propinas distribuídas mais ou menos generosamente nos mais diversos escalões. Nosso judiciário está discutindo inutilidades, bebendo vinho de qualidade e superfaturando obras dos TRTs afora.

É claro que há os limpos, que não roubam. É claro que há. Mas não há inocentes, pois é impossível que estes “limpos” não vejam a roubalheira dos pares. Ou você acha que juízes, prefeitos, senadores, não tem em mão um arsenal de potenciais denúncias em mãos? Que o diga o presidente da República. Qual ministro não sabe que ali tem treta e deixa de ficar quieto pois é melhor não levantar poeira, não mexer com interesses… Qual funcionário da receita no aeroporto não fez vista grossa para o colega que libera o turista com 10 perfumes franceses em troca de uns 2 frascos? Qual de nós pega o telefone e denuncia que o motorista do ônibus parou fora do ponto, que o motorista estava fumando, que a vizinha traz contrabando?

Estes nossos representantes são exatamente como a sociedade brasileira em geral, com os mesmos desvios morais, intensificados pelo poder que tem em mãos e pela ganãncia e ambição desmedidas. Há milhares de Severinos caminhando ao seu lado nas grandes cidades e que só não achacam ninguém pela falta de oportunidade.

Minha opinião é que enquanto nós não dermos o exemplo, cobrando, denunciando e ficando na linha, não obteremos muitos resultados. As eleições refletem quem somos. E a solução é melhorarmos todos, sem o medo de se sentir idiota, porque você parou no shopping longe da entrada enquanto seu cunhado,de Audi, parou do lado da entrada, na vaga para deficiente físico, fingindo mancar como o camelo e ninguém disse nada, nem mesmo o guardinha que levou mais dez mangos para casa.

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